Capítulo 10: O que precisava ser dito. (parte 2).


Balancei a cabeça lentamente. A verdade é que eu queria tanto quanto ele. Queria sentir os lábios de Nando sobre os meus.
Fernando tirou delicadamente uma mecha que havia caído sobre o meu olho, segurou o meu rosto e me beijou. Um, dois, três selinhos. Até tomar intensidade. O movimento de nossas bocas era semelhante a uma dança. Eu devolvia o beijo com a mesma vontade e carinho que era entregue a mim. Foi quando, por um instante, meus joelhos vacilaram um pouco. Tinha certeza que poderia cair. Como se eu tivesse dito meu receio em voz alta, Fernando me segurou ainda mais firme em seus braços. O espaço de nossos corpos era inexistente. Começamos a sentir necessidade de nos afastar. Eu não queria isso, Nando tampouco. Mas era preciso recuperar o fôlego. Relutantes, cessamos o beijo.
Fernando escondeu seu rosto em meu pescoço. Sua respiração forte, quente... Ia de encontro a minha pele, causando-me um demorado e gostoso frisson. Acariciava os cabelos de Nando, enquanto sentia minha pulsação voltar ao normal.
– Fernando? – minha voz saiu sussurrada e rouca. – Olha para mim.
Ele levantou o rosto. Seus olhos azuis estavam ainda mais brilhantes.
– Eu te amo, eu te amo, Lucy! – revelou. – Brigar com você foi uma grande estupidez!
– Esquece isso.
– Beijar a Sofia foi um erro. E ela também concorda.
– Eu também beijei o Toni.
– Eu sei, eu sei. Mas...
– Nando...
– A Sofia e eu somos apenas amigos agora. Tem que ser assim, por uma simples razão: É você quem eu amo e quero. Quero tanto, tanto. Mas eu preciso saber uma coisa importante. – disse segurando meu rosto. – Preciso saber quais são os teus sentimentos por mim. Preciso saber se você também me ama. Pois não acho que retribuiu o beijo só pra não ser indelicada.
Eu ri. Fernando me olhava profundamente. Aguardava minha resposta. E eu não precisava de mais nada, estava pronta para dizê-la.
– Eu te amo, Nando. – sorri. – Eu te amo tanto, meu lindo! Eu quero você. Eu quero seu amor. – disse não segurando as minhas lágrimas. – Quero que seja meu namorado... E que não largue da minha mão nunca mais.
Fernando abriu um sorriso tão grande e lindo. Só pude imitá-lo.
E naquele momento onde nada mais precisava ser dito. Onde palavras não caberiam... Nossos lábios se encontraram outra vez. Num beijo ainda mais repleto de carinho que o primeiro.
Eu demorei um pouco até me dar conta disso. Mas agora não havia dúvida alguma. Eu estava no lugar certo e nos braços do garoto certo. Até as borboletas dançantes e agitadas em meu estômago sabiam... Eu o amava. Amava Fernando completamente.



Finalmente o beijo aconteceu, gente!!! haha! Não foi por eu ter escrito, mas eu achei tão lindo e romântico! Acho que não poderia ter terminado esse conto de outro jeito, né? Mais uma vez eu digo: Foi incrível escrever Abreu's Rules! Fico bastante contente pela ideia ter vindo. Bom, espero que vocês gostem. Beijos! Paz! 






Capítulo 10: O que precisava ser dito.

A chuva que começara desde cedo, estiou ao cair da noite. Uma brisa agradável que entrava pela janela, trazia do jardim um misturar de aromas. Meu celular vibrou, me aproximei da escrivaninha e sorri quando li a mensagem “– Quase chegando, ruiva”.
Saio do meu quarto, desço as escadas e ao entrar na sala, sento no sofá. Era sábado à noite, e eu estava sozinha em casa. Heitor, Madeleine e Nina saíram para jantar e depois iriam ao cinema. Moni, Gio e seu namorado foram a um show. Eu, bom... Tinha outros planos. Assistiria dentro de alguns minutos uma maratona de “O laboratório de Dexter”. Jantar, cinema e show. Parece um jeito muito melhor de aproveitar seu sábado. Mas eu tinha uma boa companhia. Na verdade, era ótima!
A campainha tocou e eu caminhei sem pressa até a porta. Ao abri-la, a pessoa que eu esperava sorriu para mim. Sorri também.
– Oi, ruiva.
– Oi.
– Posso ganhar um abraço?
– Sim, claro!
Aproximei-me de Fernando e envolvi meus braços em seu corpo. Ele retribui. Aos poucos o abraço foi perdendo a força. Olhamos-nos e ele perguntou:
– Tem pipoca de micro-ondas?
– Sempre. – rimos. – Vamos, entra.
Fiquei contente por tudo ter sido resolvido entre Nando e eu. Pela aquela briga em meu jardim ter sido largada de lado. Era bom tê-lo na minha vida novamente.

Ao final da maratona, ainda fazíamos comentários divertidos e Nando ria da minha imitação de Didi.
– Então, animada com a sua apresentação?
– Hum, sim.
– Não é o que parece.
– Tenho receio de esquecer os passos.
– Ah, que nada! Você tem ensaiado tanto.
– Eu tive um pesadelo, sabia? Eu esquecia tudo no palco e era vaiada.
Fernando riu.
– É sério, Nando!
– Você não vai ser vaiada.
– Já sei!
– Sabe o quê?
– Quero que você me veja dançar. Preciso saber a tua opinião.
– Não, não! – ele disse num tom nervoso.
– Por quê?
– Não acho que seja certo, sabe? Nem a Moni e a Giu viram seus ensaios. Lembra que você disse que seria tudo surpresa?
– Por favor...
– Não, Lucy.
– Nando...
– Tá bom.
– Ai, que ótimo! – exclamei beijando seu rosto. – Vou trocar de roupa.
Subi as escadas com rapidez. Troquei meu pijama por roupas mais adequadas para dançar. Voltando a sala, vejo Nando verificando não sei o que em seu celular. Chamei sua atenção com um assobio. Ele olhou na minha direção e não disse nada. Apenas me observou.
– O que foi? – perguntei.
– É com essa roupa que você ensaia?
– Sim. Por quê?
– Justa.
– Ah, cala a boca! – disse rindo. Nando fez o mesmo.
Puxei Fernando pela mão, até que ele travou, me fazendo parar de andar também.
– O que foi?
– Tem certeza que a Monique e a Giovanna não vão ficar chateadas? – perguntou coçando a nuca. Era um sinal de nervosismo.
– Tenho. – garanti com um sorriso. – Agora vem!
O lugar onde eu ensaiava era espaçoso. Havia espelhos, um mural com fotos e um sofá macio. Fiz alguns alongamentos e me aproximei do rádio. O CD já estava dentro dele. Apertei o botãozinho e comecei a dançar. Eu sentia o ritmo me envolver. Era agradável.
Notei Fernando coçando a nuca novamente. Mas não sabia o porquê de seu nervosismo. Ele endireitou sua postura no sofá, quando alguns passos me fizeram chegar bem perto. Nossos olhos se encontraram. Ele sorriu, fiz o mesmo e me afastei. Nando voltou a relaxar.
Consegui terminar a coreografia junto com a música. Fiquei satisfeita.
– E então? – perguntei chegando perto do meu amigo mais uma vez.
– Vai ser uma ótima apresentação.
– Mesmo?
– Sim, claro!
– Parecia que você não estava prestando muita atenção.
– Eu estava. Eu estava mesmo prestando atenção em você, Lucy.
– É... Bom... – disse me afastando novamente. – Vou colocar algo mais lento.
Eu sempre fazia isso depois de cada ensaio. Abri um sorriso quando a voz suave de Corinne Bailey Rae começou a preencher toda sala.
Foi quando eu senti o peito de Fernando bem próximo as minhas costas. Nando afastou meu rabo de cavalo, e beijou a minha nuca. O toque de seus lábios foi como uma descarga elétrica, fazendo cada pelinho de meus braços se eriçarem.
– O que você está fazendo? – perguntei enquanto ele deslizava a mão pelo meu braço, me fazendo soltar a caixinha de CD vazia.
– Não faço ideia, ruiva. – respondeu. Seu tom não era muito sério.
Me virei e pude encarar seus olhos. Tão azuis e brilhantes.
Fernando me olhou de forma tão profunda que eu tinha a sensação que ele poderia descobrir os meus segredos mais profundos.
Abaixei a cabeça, cessando nosso contato visual. Brincava com um dos botões de sua blusa.
– Ruiva?
– O quê?
– Olha pra mim.
Eu olhei.
– Eu quero dizer uma coisa, só que eu não quero arriscar ganhar um soco. Mas...
Sorri.
– Eu quero te beijar. – confessou sorrindo. – Muito.
– Muito?
– Você não faz id
eia do quanto. – ele ainda sorria. – Eu posso? 



Continua...

No começo... Tudo o que eu tinha era: Uma ruiva de personalidade forte. Aos poucos o conto foi ganhando mais personagens, diálogos e leitores. Cada capítulo era escrito com o maior carinho! Eu me diverti escrevendo e ria bastante com os comentários. Foi bom toda aquela torcida pelo Nando x Toni. haha! Eu sempre vou gostar muito de Abreu's Rules! E... Bom, antes que isso fique meloso demais! haha! Quero dizer que fico contente por postar mais um capítulo. Mesmo depois de tanto tempo. Ah! Não estranhem a Lucy dançando, está certo? Ela sempre gostou, mas eu não tive a oportunidade de colocar isso em nenhum capítulo.  Então... Espero que tenha ficado bom e que vocês gostem. Beijos! Paz!          


Ela era só uma menina.



A
nne era apenas uma menina. Não daquelas que são definidas como menina mulher. Para ela isso não servia, cabia...
Tinha uma pequena cicatriz em seu joelho direito. Resultado de travessuras passadas.
Era paradoxalmente doce e brava. É preciso defendê-la, e explicar que toda irritação vinha à tona por um motivo: Ver qualquer bichinho sendo injuriado. 
Aí... Não tinha mesmo quem a segurasse! Defendia cachorros, gatos, joaninhas...

Ela gostava de música, e ouvia por horas qualquer melodia de Chico Buarque. Dizia que suas músicas eram ótimas para ouvir em tardes chuvosas.
A menina lia demais! E sempre que era questionada sobre querer ganhar outras coisas, respondia: A cada livro que leio e releio, tenho uma sensação diferente toda vez.
Dizendo tal frase, voltava sua atenção às palavras do capítulo.
A menina não era de muita conversa, mas gostava de cantar. Mesmo não sendo muito boa nisso, e na maioria das vezes errando a letra, divertia-se e era isso que importava.

A menina era bonita. Nada exuberante! Havia sutileza e diferença.
Pele muito branca, os cabelos longos, sardas nas maçãs do rosto, olhos dum preto... Como posso dizer? Sim, jabuticabas. Seu sorriso era grande! Ao ver de algumas pessoas, grande até demais. Mas ela não se incomodava com opiniões alheias.
A menina gostava de borboletas, e principalmente de correr atrás delas.
Sempre que alguém implicava com o seu passatempo predileto ela dizia num tom brincalhão: Se Alice pode correr atrás de um coelho branco, também posso fazer o mesmo com minhas borboletas.

Anne era apenas uma menina. Uma menina difícil de esquecer.




Depois de não sei quantos meses sem escrever, consegui tirar a poeira aqui do blog. rs! Espero que o texto tenha ficado bacana, e quero agradecer a Jana por mais um belo layout. Obrigada! 

Bonito mesmo...

The Way I Am by Ingrid Michaelson on Grooveshark
É ser educado. É dizer sempre: Obrigada, com licença e, por favor.
Bonito mesmo... Não é vestir uma roupa cara ou comprar uma bolsa chique!
Chique mesmo é o modo como você trata as pessoas.
O belo encontra-se no sorriso estampado em seu rosto. Então sorria! Por simplesmente sorrir.
Bonito mesmo... É abraçar alguém sem motivo algum. Pela doce vontade de fazer a outra pessoa contente por conta de tua atitude.
Bonito mesmo... É presentear e não querer nada em troca.
São as boas ações, sem a espera de nenhum tipo de recompensa.
Bonito mesmo... É o respeito pelo próximo.
É querer vencer na vida com honestidade, sem pisar em ninguém.
Bonito mesmo... São as coisas simples como: Admirar as estrelas, olhar as nuvens, sentir a brisa suave no rosto, andar de bicicleta num dia ensolarado.
Bonito mesmo... É cantar sua música predileta. É dançar pela casa.
Bonito mesmo... É dizer bom dia! Mas de um modo sincero, desejando que a pessoa tenha mesmo um dia agradável.
É encontrar uma boa música que lhe faça ouvi-la não sei quantas vezes.
Bonito mesmo... É querer mudar, é querer ser uma pessoa melhor.
Acredito que o belo é ser você mesmo. Sem receio do que vão dizer ou pensar ao teu respeito.
Bonito mesmo... É o amor! Que seja doce, sincero, verdadeiro.
Bonito mesmo... É sentir amor, é espalhar o amor.
Sim, amor pra você, você, você e você!
Bonito mesmo... Ah, É tudo aquilo que lhe faz sorrir!

Obrigada pela música, Jana!

Happy birthday, Querido!


São quatro anos de blog. E digo: Nossa! É muita coisa! Quatro anos compartilhando textos com leitores que se tornaram amigos. Quatro anos conhecendo através do meu blog, outros blogs incríveis!
A vontade era de escrever algo gigante. Mas as palavras não se organizam, e não querendo forçar e sair algo falso... Escrevo uma frase que diz muito sobre o que o Querido blog meu! É: Papel, caneta, sentimento... Momento!





Agora gosto de Corinne!

Acho engraçado como algumas vezes criamos implicância com certas coisas por motivos tão bobos. Eu nunca gostei de Corinne Bailey Rae. Isso mesmo! Todo o meu azedume com a moça, foi por conta de uma novela que não lembro o nome. Mas... Lembro que havia uma personagem chata.

Era só a garota aparecer em cena que começava a tocar Put your records on. A música tocava quando a personagem ia à praia e voltava para casa. Quando sentava no sofá e levantava do sofá. Quando ia ao banheiro e não sei o que mais! haha!

Então chegou o dia do último capítulo. Pois tinha que acabar, não é mesmo? Desde então não ouvi falar de dona Corinne. Até que em uma tarde ensolarada, ouvi no rádio uma melodia doce, suave, bela demais!

Esperei ansiosa para saber o nome da música. Até que minha curiosidade foi respondia: Like a Star. A surpresa maior veio com o nome da cantora em questão. A implicância era tão absurda, que eu nem percebi quem era a dona daquela voz tão meiga.
Claro que as coisas são diferentes agora. Aprendi a gostar. Notei que havia cometido um erro e tanto! O bom foi ter mudado de opinião.

Pois eu só ganhei! A bela Corinne é uma cantora fascinante e sua voz é incrível! Suas músicas são ótimas para ouvir em tardes chuvosas ou de sol. Para embalar momentos românticos e escrever textos bonitinhos.

Ah, preciso relatar mais uma coisa. Aprendi a gostar da música que não tinha apreço algum. Agora quando escuto Put your records on, fico com vontade de sair andando de bicicleta numa manhã fresca e de céu azul.


Bailarina.

Clara despertou assim que o primeiro e sutil raio de sol entrou em seu quarto. Levantando-se da cama, tocou o chão com um pé de cada vez, e chegando perto da janela se espreguiçou gostosamente.
Sorriu ao ver o céu tão azul. Gostava de vê-lo nesse tom.

A moça de cabelos longos sorriu outra vez quando a brisa suave tocou-lhe as maçãs do rosto, e não teve dúvidas que poderia aproveitar tudo aquilo um pouco mais. Pois então ficou. Até o momento em que se lembrou de todos os seus afazeres.

Saindo do quarto, caminhou sem pressa alguma até a cozinha, colocou água para ferver e esperou enquanto afagava as orelhas de seu gato.
Com o chá de erva-doce em sua caneca de bolinhas, Clara observou a fumacinha que se movimentava.

Foi quando uma canção italiana invadiu os seus ouvidos. Vinha da casa de seu vizinho de rosto simpático, que sempre lhe cumprimentava educadamente.
Mesmo não sabendo sobre o que a música falava. Clara sentia-se leve. E quando percebeu estava dançando.Tornou-se bailarina sem sapatilhas rosadas. E dançou. Dançou despreocupada, dançou de maneira lenta, dançou com sentimento, olhos fechados e um grande sorriso.

O Querido blog meu!

Acho que nunca fiquei tanto tempo sem postar nada. Mas tal afastamento foi importante e necessário. Questões foram levantadas e muito pensadas, sabe?
Como: Excluir o blog e inventar outro. Apagar o conteúdo todo, e assim deixá-lo mais leve.

Fico contente de verdade por não ter escolhido nenhuma das opções. Pois teria sido uma grande bobagem! As postagens de 2008 (ano em que foi criado) e todas as seguintes são importantes. Gosto de reler textos antigos e ver como o meu modo de escrever mudou, e isso me agrada!
Mas acredito que ainda há muito para ser melhorado. Bom, sempre há.

Então, é com alegria que eu digo: O Querido blog meu! (ou como diz a Jana... O Querido). Permanece! Pois eu não tenho como excluir algo que me ajudou a compartilhar tantas histórias e conhecer blogs incríveis! Que resultou em belas amizades.

Há um trecho de um texto que escrevi faz tempo. Eu não esqueço e gosto bastante. É assim...

Não é só escrever por escrever. Há muito nesse ato: Papel, caneta, sentimento... Momento!

10 fotos das coisas que amo!

A Jana me indicou para fazer esse meme que eu achei super legal. Obrigada, baby! Amei!

As regras:

1- Divulgue o nome de quem repassou a tag: Jana.2- Poste 10 fotografias de coisas que você gosta.
3- Repasse a tag para 10 blogs e notifique o dono: Larissa, Paulinha, Thalita, Fernanda, Tânia, Raíssa, Tati, Thaís, Monique, Thamy.







Deus.



Meu grande amigo! Minha força. Aquele que me ouve com carinho e me ama do jeito que sou. O amo por muitos e muitos outros motivos.


Fuscas.

Sou apaixonada por esse carrinho fofo! Quando digo que quero comprar um, as pessoas acham graça. Amo carros antigos. E acredito que o meu amor pelo fusquinha seja por influência de meu pai. Que também gosta, e nem sei quantos já teve.

Piano.
Oh, como eu gosto demais! Acho belo, agradável e a imaginação flui ao som do piano. Meus olhos brilham quando vejo um.

Furinho no queixo.
É uma coisa linda demais! Eu amo. Acho super charmoso. E bebê com furinho no queixo é uma gracinha. Fico derretida! haha!



Cinema. Ação, romance, comédia... Gosto de filmes com bons roteiros. Tenho paixão pelos clássicos. E gosto muito de assistir qualquer programa que fale sobre o assunto e mostre os bastidores de como foi feito tal cena. Por um tempo me agarrei a ideia de ser cineasta, mesmo tendo mudado de ideia. O carinho pelo cinema permanece.



Ler.

Amo! Amo demais! Lembro direitinho do primeiro livro que ganhei. Hoje, nem sei quantos já li e há em minha estante. Se alguém quiser me presentear, é só me dar um livro. Não tem erro! Bom, não tenho muito o costume de emprestar. Só que quando eu faço tal coisa fico super tensa imaginando se a pessoa está sendo cuidadosa. Livros com muitas páginas ou poucas, não ligo, sabe? O importante é ler!




Jujuba.
E como não gostar de jujuba? São bonitinhas, coloridas e muito saborosas. Não tenho preferência por nenhum sabor. Gosto de todas! Quando era mais nova, brincava dizendo que quando eu tivesse um namorado e nós brigássemos, só aceitaria o pedido de desculpa se ele trouxesse uma cesta cheia de pacotes de jujubas. haha!




Café.

No friozinho é muito bom! Gosto do sabor e do aroma agradável. Prefiro meu café sempre com pouco açúcar, e acompanhado com torrada fica melhor ainda.



Escrever.


É muito mais que um passatempo. Amo inventar personagens e diálogos. Certa vez no colégio escrevi um texto que foi escolhido pela professora por ter sido muito bem trabalhado. Antes de ter um computador, fazia uso de caderno e lapiseira. O que resultou num calo no dedo médio. Hoje, mesmo tendo computador, ainda tenho o costume de escrever em cadernos.




Música.
Gospel, Bossa nova, MPB, as mais lentas outras mais agitadinhas. Uma música para cada momento.








Ah, Estava tão divertido! É claro que há mais coisas e pessoas que amo! Só que foi bacana mostrar algumas aqui. Obrigada mesmo pela indicação Jana!
Beijos! Paz!

Pai.



Gostaria de escrever algo longo, sabe? É tanto para dizer que não caberia, precisaria de outros e outros textos. Mas acredito que o que vale mesmo é o carinho e a verdade do sentimento em cada palavrinha. O que escreverei a seguir não é segredo e tampouco uma novidade: Eu te amo!
Amo você, por todo carinho que tem por mim. Amo você, pela pessoa que é.
Amo você, por ser tão batalhador. Amo você por tanta coisa. Amo você por... Simplesmente amar!
Que meu querido Deus Pai, lhe guarde sempre! E faça teus dias muito alegres!




Feliz dia dos pais, aos heróis que não usam capas!


Capítulo 9: Eu gosto de você, gosto mesmo de você!

Havia acabado de colocar Madeleine na cama. Voltei um pouco mais cedo com minha irmã da festa em comemoração pelo sucesso do desfile de Nina.
Saio do quarto da ruivinha depois de lhe dar um beijinho. Prendi meus cabelos num coque e caminhei em direção ao jardim. Sentei ao lado de um homem alto de cabelos e barbas ruivas.
– Sua irmã dormiu?
– Sim.
– Bom, agora me diga o que está havendo.
– Eu não consigo esconder nada de você, não é mesmo? – disse sorrindo.
– Não. – respondeu sorrindo também.
Contei a meu pai cada detalhe de tudo que estava acontecendo. Ele ouviu com muita atenção, e me encarou sem dizer nada.
– Fala alguma coisa.
Papai coçou a nuca e disse.
– Nossa! Mais agitado que filme de ação.
Soltei uma gargalhada e meu pai fez o mesmo.
– Deveria ter contado que o Toni pegava no teu pé.
– Tive receio que você deixasse de ser amigo dos pais dele. Não contei a Nina pelo mesmo motivo. Mas agora ela já sabe.
– Deveria ter contado assim mesmo. E eu não deixaria de ser amigo deles. – disse sorrindo. – Talvez eu desse uns tabefes no Toni.
Ri demais.
– Você acredita mesmo no Toni? Que ele está sendo sincero?
– Acredito.
– E sobre o Fernando... Bom... Vocês precisam conversar. Pois a Moni, a Gio, o Dan e o Lipe. Também estão sendo prejudicados por causa dessa briga.
– Eu sei. Faz tempo que não nos reunimos.
– Se o Nando se apaixonou por outra garota, você precisa respeitar isso. Pois durante a briga ele perguntou se você o amava, não é mesmo?
– Sim.
– E o que você respondeu?
– Nada. – disse com os olhos lacrimejados.
– Então, agora o que você tem que fazer é se acostumar com a ideia. – papai disse secando uma lágrima que deixei escapulir. – Talvez não seja a garota certa para o Fernando.
– Papai!
– Mas pode ser a menina certíssima para outro garoto. – falou com um sorriso largo.
– Oh, obrigada. – disse abraçando-o.
Meu pai retribuiu o abraço.
– Eu quero me acostumar com a ideia do Nando ter se apaixonado pela Sofia. Mas acho que seria bom eu me afastar do Toni também.
– Por quê?
– Não quero que ele se sinta usado. Pense que está servindo de distração.
– Se você se afastar do Toni ele vai ficar magoado. Ele sabe que você gosta dele mesmo.
– Eu adoro o Toni. Gosto dele mais e mais. – disse sorrindo.
– Pimentinha eu quero lhe contar uma coisa.
– O quê?
Papai coçou a nuca, olhou as estrelas e depois disse me encarando.
– Eu estou namorando.
– Oh.
– Só vai dizer isso?
– Me pegou de surpresa.
Fiz como ele. Cocei a nuca, olhei as estrelas e falei encarando seus olhos verdes.
– Não me diga que é uma peituda, que pinta o cabelo, mas deixa as sobrancelhas de fora, e que gosta de ler revista de fofoca?
Papai gargalhou.
– Que bom que o seu senso de humor continua ótimo.
– Como ela é?
– A Patrícia é divertida, inteligente, bonita, ama futebol e jogar videogame.
– Como vocês se conheceram?
Meu pai contou que em uma noite chuvosa, ele deixou que Patrícia ficasse com o táxi que ele pegaria. Depois se encontraram por acaso numa livraria café. Conversaram e alguns dias depois foram a um lançamento de um livro juntos.
– Calma aí! Isso já estava rolando faz tempo e só agora você decidiu contar? É isso mesmo? – perguntei fingindo irritação.
– Estava esperando o momento certo.
– Ah, sim. Pensei que só veria as fotos do casamento depois.
– Engraçadinha.
– Eu sou né? – falei com um sorriso largo.
– Está chateada com isso?
– Não sou egoísta papai, a Nina casou de novo. Então você também tem o direito de ser feliz.
– Eu te amo, sabia?
– Sabia.
– Agora tenho que contar a Madeleine e a Olivia. Achei que não seria legal dizer no desfile.
– Marque um almoço para contar a ruivinha e a Oli. Depois um jantar para conhecermos a sortuda.
– Sortuda por quê?
– Você é um bom homem, excelente pai, incrível, doce, e super bonitão.
– Oh, assim fico corado. – disse fazendo uma cara super engraçada.
Soltei uma gargalhada, meu pai riu também.
– Que bom que pensa isso tudo de mim. Achei que gostasse mais do Heitor.
– Oh, que isso Arthur? – falei chamando papai pelo nome. – Você sabe que eu te amo demais! Só que eu também amo o Heitor. Ele é um cara muito bacana.
– Acredito que ele seja sim.
Sorri.
– Ah, Patrícia disse que vai ficar mais nervosa quando conhecer você.
– Eu? Por quê?
– Disse que vai ser fácil com a ruivinha e a Olivia, mas você...
– Por quê? – falei rindo.
– Contei muitas coisas sobre você e suas irmãs. E um detalhe importante, você intimida as pessoas.
– Eu? – gargalhei. – Que nada!
– Você sim. Deve fazer isso com os meninos.
Ri mais ainda.
– Falando em meninos. Bom, falando em um menino. O Toni respeita você?
– Sim.
– Bom, ele tem mão boba?
Eu tentei segurar, mas não consegui. Juntando a frase dita por papai, mais a expressão super divertida, eu soltei uma gargalhada muito alta.
– Isso é um sim?
– Papai! – exclamei rindo. – Oh, ele tem mão boba? – repeti sua frase.
– Isso não tem graça!
– Tem sim! – ri feito uma palhaça. – Pai, você acha que eu ia deixar algum garoto fazer uso da mão boba comigo?
– Não.
– E respondendo a sua pergunta. O Toni não tem mão boba. Só que...
– O quê?! – exclamou.
– Nossos beijos são...
– Não quero saber!
– De cinema.
– Ai, Lucy!
– Vai dizer que você não beija a Patrícia.
– Sim, mas não gosto de imaginar a minha filhinha linda que até outro dia brincava de boneca...
– Até outro dia? – perguntei rindo.
– Agora fica trocando saliva com um marmanjo.
Ri demais. Muita coisa mesmo.
– Eu te amo, papai.
– Eu também amo você, Pimentinha. – disse me abraçando.
Conversamos mais um pouco. Depois papai foi até o quarto de Madeleine e lhe deu um beijinho na bochecha cheia de sardas. O acompanhei até a porta.
– Pensa direitinho em tudo que eu disse.
– Certo.
Papai me abraçou me deu um beijo no rosto, e depois caminhou em direção ao seu carro.
Como estava sem sono, fui até o meu quarto e peguei o livro que Heitor me deu de presente. Sentada na sala comecei a ler, mas logo veio em meus pensamentos um par de olhos castanhos. Desconcentrando-me por completo.
Sorri. Lembrei de como Toni estava lindo na festa. Usando terno, gravata e uma blusa de botões. Por um momento lembrei-me de Fernando que também estava lá. Usando gravata. Abri um novo sorriso, e voltei a pensar em Toni. Em seu sorriso e no defeitinho na sobrancelha direita. Mordi o lábio superior e larguei o livro sobre o sofá quando a campainha tocou. Atendi a porta e um sorriso largo surgiu em meus lábios.
– Oi, ruiva.
– Era você mesmo que eu queria ver.




Obrigada pelos comentários no outro capítulo. E agora hein? Quem será?
Nando ou Toni! Bom, é isso. Espero que gostem desse capítulo.
Beijos! Paz!

Capítulo 8. (parte dois).

Chegando da praia, fui logo tomar banho. À noite meus e Bia foram até a casa de Nina. Depois de pensar muito, achei que seria melhor eu não ir.
Peguei minha gaitinha e comecei a tocar. Estava em meu quarto, sentado na cama.
Por um momento levantei, me aproximei da estante e fiquei observando um porta-retrato. Eu estava na foto com uma garota de cabelos castanhos beijando o meu rosto.
Um sorriso gigante brotou em lábios enquanto olhava a fotografia.
– Que bom que ainda tem e a nossa foto.
Olhei para porta e vi Cys com um sorriso enorme. Guardei a gaitinha no bolso da bermuda, me aproximei e a abracei.
Fiz amizade com Francys durante o tempo em que morei em Curitiba. Quando me mudei pro Rio com meus pais e minha irmã, Cys e eu tivemos uma briga. Ela disse que não queria ser mais minha amiga. Pois é, parece que sou um expert em estragar amizades.
– Também estava com saudades de você, bonitão!
Levei Cys até o jardim. Sentamos perto da piscina.
– O que faz aqui?
– Uma menininha muito fofa disse que você estava chateado, então decidi pegar um avião e saber o que está acontecendo com o meu amigo.
– Você tem conversado com a minha irmã? – perguntei rindo.
– Sim.
Eu sorri.
– Quando você chegou?
– Há alguns dias já. Mas decidi falar com você só hoje.
– Por quê?
– Volto para Curitiba hoje.
– Mesmo?
– Sim.
Ficamos em silêncio, até que Cys disse.
– Quero nossa amizade de volta.
– Eu também. – falei sorrindo.
– A nossa briga foi muito boba.
– Demais. – concordei. – Eu disse que mesmo longe não ia te esquecer.
– Eu sei. Fui boba.
– Muito.
Sorrimos.
– Mas agora diga qual é o seu problema.
Contei tudo a minha amiga. Sobre a Sofia e meus sentimentos em relação à Lucy. Minha ruiva predileta.
– Nossa! Você apareceu só de cueca na frente da francesinha? – disse as gargalhadas.
– Das amigas da minha mãe também. – disse rindo também.
Fracys segurou o riso e disse.
– O que você sente pela Lucy?
Era uma boa pergunta. E eu tinha a resposta.
– Amor.
Cys abriu um sorriso.
– Estou completamente apaixonado pela aquela ruiva. – falei sorrindo. – Nossa! Eu a amo demais!
– Oh, que bonitinho. Então diga isso a ela.
– Mas ela gosta do Toni.
– Será?
– Não sei.
– O que eu sei é que você precisa revelar seus sentimentos. – disse olhando o relógio.
– Seu vôo não é?
– É. Mas tem tempo, e eu quero lhe pedir uma coisa.
– O quê?
– Toca gaita pra mim?
– Claro! – respondo sorrindo.
Peguei a gaitinha do bolso e comecei a tocar. Só as músicas prediletas de Cys.
Conversamos mais um pouco até que Francys disse.
– Bom, tenho que chamar um táxi. – disse levantando.
– Eu faço isso. – disse levantando também.
O táxi não demorou a chegar. Estávamos em frente a minha casa.
– Nando, não tenha receio de dizer que ama a Lucy. Tenho certeza que será um namorado fofo demais. – disse sorrindo.
Apenas sorri.
– E a sua mala? – perguntei.
– Trouxe uma mochila na verdade.
– Cadê?
– Meus tios vão levar até o aeroporto pra mim. Estava hospedada na casa deles.
– Quer que eu vá até o aeroporto com você?
– Não. – disse ajeitando a alça da bolsa em seu ombro.
– Por quê?
– Tenho certeza que vou chorar. E eu sei que você é super bananinha e não pode ver uma garota chorando. – falou rindo. Eu ri também.
– Estava com saudades de você palhaça.
– Eu também seu mané.
Nos abraçamos. Cys entrou no táxi. Fiquei olhando ele se afastar, até que parou de se movimentar. Fracys desceu e veio correndo em minha direção.
Antes que eu pudesse perguntar qualquer coisa, ela pulou em meus braços.
– Eu amo você, Nando. – disse sorrindo.
– Eu também amo você.
Francys beijou o meu rosto e correu de volta ao táxi. Só entrei em casa, quando vi o veiculo amarelo virar na esquina.
Era bom ter a amizade de Cys outra vez. E mais ainda a certeza de meus sentimentos por Lucy. Sim, estou amando demais aquela ruiva. Agora o que tenho a fazer é buscar coragem, e contar tudo.

Capítulo 8: Bons amigos.


O
s meses correram assim como o período de provas. Mesmo com meus sentimentos confusos consegui me concentrar e estudar, desse jeito tirando boas notas.
Tudo estava igual em relação à Lucy. Ela se aproximando cada dia mais de Toni.
E eu sem coragem de pedir desculpas. Eu sei, sou muito idiota. A verdade é que eu quero muito a Pimentinha de volta.
Estava com os olhos fixos no mar. As férias vieram numa ótima hora. Só assim para eu conseguir fazer algo que gosto tanto, surfar.
Fechei os olhos por um momento, o som das ondas era relaxante demais. Meus pensamentos estavam chegando à ruiva outra vez. Foi quando alguém tocou meu ombro com carinho.
– Oi, Nando.
– Oi.
– Posso sentar aqui?
– Claro. – respondi sorrindo.
Sofia estendeu uma canga verde e sentou ao meu lado.
– Precisamos conversar. – dissemos juntos.
Sorrimos.
– Fala primeiro. – disse Sofia.
Passei a mão pelos meus cabelos molhados, olhei para o mar e depois encarei a francesinha.
– Eu gosto de você Sofia. De verdade. Mas me dei conta de uma coisa importante.
– Acho que até sei o que é. Mas quero ouvir você dizer.
Olhei para frente, pensei e depois disse encarando seus olhos cor de mel.
– Eu não estou apaixonado por você.
– Eu sabia. – disse olhando o mar. – Tenho que contar uma coisa.
– O quê?
– Em meio a tudo isso, eu me apaixonei pelo Felipe. – disse me encarando.
– Mesmo? – perguntei sorrindo.
– Sim.
– Você precisa dizer isso a ele.
– Eu sei. Mas cadê a coragem? – disse rindo.
– Também quero saber onde a minha se escondeu.
Rimos.
– Você precisa conversar com a Lucy.
– Eu sei. Mas tem o Toni.
– Precisa falar assim mesmo. Ela é sua amiga.
Fiquei pensativo. Sofia também. Até que falamos.
– Sobre o nosso beijo...
Rimos de novo.
– Bom...
– Pode dizer. – falei.
– Foi um erro.
– Pois é.
– Não estou dizendo que você não saiba beijar. – Sofia disse corada. – Seu beijo é bom.
Soltei uma gargalhada.
– Obrigado. – falei rindo. – O seu também é.
– Obrigada. – disse ainda mais corada.
Por um momento meu sorriso sumiu.
– O que foi?
– Foi estranho saber que a Pimentinha beijou o Toni.
– Não acho que a Lucy esteja apaixonada por ele.
– Você acha?
– Tenho certeza.
Ficamos em silêncio.
– E nós dois hein? – Sofi disse.
– Você aceita a minha amizade? Eu sou um amigo muito divertido.
– Acredito que seja mesmo. – falou rindo. – É claro que aceito a sua amizade.
– Então somos amigos agora.
– Ótimo! Sabe, você precisa encontrar a sua coragem. – Sofi disse sorridente.
– Você também.
– Verdade. Mas será agora podemos só admirar esse mar lindo demais? – a francesinha pediu.
– Boa ideia. – concordei.
Sofia me abraçou e encostou a cabeça no meu ombro. E olhamos para frente.
– Nando?
– Sim.
– Eu vou gostar de ser sua amiga.
– Eu também.
E ficamos ali, sem dizer nada. Apenas admirando o bonito pôr-do-sol.



Oh, achei esse capítulo tão fofo! Nando e Sofia amigos. Lucy e Toni cada dia mais próximos.
Alguém aí concorda com a Sofi. A Pimentinha não está apaixonada pelo Toni?
Então, é isso. Beijos! Paz!

Algo de bom!


Queira a tranquilidade e não a guerra.
Amor, felicidade e paz na Terra!
Desprenda-se do egoísmo.
Veja o próximo realmente como irmão.
Estenda a sua mão, ajude aquele que se encontra caído no chão.
É o momento de plantar boas sementes.
É o momento das mudanças.
Saia por aí e faça brotar um sorriso nos lábios de uma criança!
Faça alguma coisa nova.
Escreva uma canção.
Algo incrível para mexer de forma boa a nação!
Vai pelo mundo tentando fazer melhorias.
Você vai perceber que logo ali à frente.
Tem alguém precisando de um pouco de alegria!

Capítulo 7. (parte cinco).


As músicas selecionadas ainda tocavam, um ventinho gostoso entrava pela janela. Coloquei uma mecha de cabelo atrás da orelha e ajeitei a alça da minha camisola que havia escorregado.
Com um sorriso bobo encarei o garoto de olhos bonitos que estava deitado em meu tapete.
– Não me olha desse jeito. – falei.
– Que jeito?
– Desse aí.
– Deita aqui do meu lado.
Me aproximei, deitei e fiz de travesseiro o braço do garoto de sorriso largo.
– Responde uma coisa? – ele disse.
– O quê?
– Se o Fernando tivesse entrado pela janela, você o beijaria do mesmo jeito?
– Ah, Toni. Não enche! – falei rindo. – Não, eu não o beijaria.
Toni sorriu e eu também.
– Desculpe por não ter respondido a sua pergunta. Mas eu acredito em você, sei que isso tudo não é um joguinho.
– Fico feliz em ouvir isso. Obrigado por acreditar em mim.
Apenas sorri.
– Que correntinha bonita. – elogiei.
– Foi presente de uma garota especial.
Fiquei séria.
– Que ótimo que ganha presentinho de garotas especiais, Antônio.
– Ruiva...
– Não, é sério. Quantas coisinhas você já ganhou, hein Antônio?
Toni soltou uma gargalhada.
– Está rindo de quê? – perguntei com uma expressão séria.
– Da sua carinha irritada. E que negócio é esse de Antônio?
– É o seu nome, não é mesmo?
– Quer saber quem é a garota especial?
– Não!
– A minha irmã.
Corei.
– Ai, que vergonha.
– Ficou com ciuminho. – cantarolou.
– Bobo!
Começamos a conversar. Sobre filmes, músicas, futebol, comidas prediletas, um monte de coisas prediletas. Concordamos, discordamos. Fiquei irritada, Toni riu, fiquei mais irritada, ele soltou gargalhadas e depois se desculpou com selinhos.
– Ruiva?
– O quê?
– Quero saber uma coisa.
– Fala.
– Você tem ou não uma tatuagem?
– Ah, não! Você também tem essa curiosidade boba?
– Não é boba.
– É sim!
– Aposto que é uma estrelinha. Não, uma borboleta. É uma borboleta?
Levantei sorrindo, andei até a porta e encostei-me nela.
Toni levantou também, e começou a desabotoar sua blusa xadrez.
– O que você está fazendo? – perguntei com um riso nervoso.
O garoto de olhos castanhos alargou o sorriso mais ainda e continuou a desabotoar a blusa. Ao terminar a jogou sobre a minha cama e veio andando em minha direção.
Eu já tinha visto Toni sem camisa antes. Em todas as vezes que ele tomou banho de piscina na minha casa e nos treinos de futebol no colégio. Sabe aquela coisa de camisa contra os sem camisa? Então, Nando e Toni faziam parte dos sem camisa. O que explica o motivo das arquibancadas lotarem de garotas eufóricas. Eu? Bom, estava lá pelo jogo. Sou apaixonada por futebol desde pequena.
Minha atenção é despertada quando Toni colocou as mãos na porta. Ele estava perto demais, e os meus joelhos tremiam de forma absurda.
– Você percebeu que eu não tenho como correr?
– Percebi. – respondeu com um sorrisinho. – Mas você quer correr?
– Depende das suas próximas atitudes.
Toni abriu um sorriso gigante, e eu corei. O garoto de sorriso bonito beijou minhas bochechas vermelhas, e depois disse me encarando.
– Eu só quero lhe mostrar uma coisa, lindinha.
Dizendo isso virou de costas e eu pude ver sua tatuagem.
– Ah, Toni. Mas eu já tinha visto sua tatuagem, só havia esquecido.
– Tatuei a palavra believe por causa da minha irmã, depois que o idiota a magoou. Sempre dizia essa palavra a Julia. Acredite você vai esquecê-lo, acredite um dia um cara decente vai lhe encontrar e te amar de verdade. – falou sorrindo.
Eu pulei nos braços de Toni e ele retribuiu o abraço.
– A cada dia gosto mais de você.
– Eu também, ruiva. – Toni disse me soltando e se aproximando da cama para pegar sua blusa. – Nossa! Eu tenho que ir pra casa. – falou olhando o seu relógio. – O Miguel está me esperando no carro.
– Oh, Toni. Devia ter dito que o Miguel estava lhe esperando esse tempo todo. Teria dito pro Guel entrar, beber café.
– A idéia de entrar pela janela foi dele. Disse que seria romântico.
– Na verdade quis te socar. – disse rindo demais. Toni fez o mesmo. – Mas eu gostei de você ter vindo até aqui.
Descemos as escadas sem fazer barulho. Quando chegamos à sala, acendi as luzes e Toni ficou olhando as guitarras do meu pai.
– Nossa!
– Eu sei. – disse sorrindo.
– Incríveis.
– Cada guitarra ganhou um nome. – falei sorrindo. – A do meio é Madeleine, a azul é Olívia, e a laranja é Pimentinha.
– Gostei.
– A moto você já viu né?
– Sim. – disse sorrindo. – Seu pai é muito legal.
– É sim.
Acompanhei Toni até a porta. Pensei em dizer algo, mas o garoto de olhos bonitos disse primeiro. – Obrigado por acreditar em mim. Eu vou ter paciência e esperar você definir seus sentimentos, resolver tudo com o Fernando. Eu gosto demais de você, Pimentinha. Não consigo me imaginar entrando pela janela de outras garotas. – Toni soltou uma risadinha, e eu fiz o mesmo. – Te abraçar é muito bom. E é isso que eu quero. Todos os dias.
Toni ia dizer mais uma coisa, mas eu colei meus lábios nos deles. Beijamos-nos por um bom tempo.
Até que cessamos o longo beijo com selinhos. Toni segurou as minhas mãos e deu um beijinho em cada uma.
– Boa noite, ruiva.
– Boa noite, lindo.
Toni se aproximou do carro, e seu motorista acenou para mim. Fiz o mesmo.
Assim que o carro se movimentou, eu fechei a porta e subi as escadas. Entrando no quarto, deitei na cama com um sorriso bobo, com os joelhos ainda tremendo um pouco e as borboletas fazendo festa em meu estômago. Por um momento lembrei-me da pergunta de Gio: você está amando muito o Toni nesse momento? Uma coisa eu tenho certeza.
Vou demorar a pegar no sono com todas essas sensações agradáveis demais!







Obrigada pelos comentários na outra postagem.
Gostei dessa parte, sabe? Achei tão fofo! Quem gostou do Toni ter entrado pela janela? Ou teria sido melhor se fosse o Nando? haha! Então, Toni é ou não é legal?
haha!
Beijos! Paz!

Das coisas singelas.



Que haja amor. Transborde amor, muito amor. Para você, você e você!
Queira isso também ao teu próximo!
Que o sol venha lhe aquecer as bochechas. Alegrar suas manhãs.
Paz e esperança. Que mantenha cada uma firme e forte!
E nuvens. Desprenda-se de tanta pressa, e por um momento as observe.
Veja desenhos nelas.
Brilho, paz e alegrias!









Aproveitando a imagem para fazer essa postagem.
Obrigada pelos comentários no conto! Me divirto lendo cada um.
Beijos! Paz!

Capítulo 7. (parte quatro).

Sou apaixonada pelo lugar que meu pai mora. Desde pequena sou fascinada por Santa Teresa, bairro charmoso e conhecido por suas construções históricas e bondes que circulam pelas ruas. Lindo demais!
Tadeu estacionou em frente à casa azul de papai, e eu desci do carro sem muita pressa.
– Tudo certo entre o Fernando, você e Toni? – perguntou segurando meu rosto com as duas mãos.
– Não. – fui sincera.
– As coisas vão se arrumar. – meu querido motorista disse com tanta convicção, que peguei um pouco para mim.
– Obrigada.
– Pelo quê?
– Por ser um amigo tão bom. – digo abraçando-o.
Tadeu retribuiu o abraço com carinho.
– Então posso lhe buscar a noite?
– Não, eu vou dormir hoje aqui.
– Está certo. – dizendo isso entrou no carro.
Abri a mochila e não demorei a encontrar o meu chaveiro.
Assim que entrei senti logo o cheirinho de casa limpa, estava tudo muito organizado.
Sentei no sofá e coloquei a mochila do meu lado, o celular tocou no instante que tirei meus sapatos.
– Oi, Nina.
– Já fiquei sabendo da briga. – disse usando um tom muito sério. – Assisti ao vídeo também. Clara tentou esconder, mas vi.
Clara é assistente de Nina. Sabe aquela pessoa doce e super meiga? Então, Clara é assim.
– Desculpe-me por não ser comportada. Nem toda fofa e certinha, mas essa tal de Cléo me irrita demais. E ainda beijou o Toni. Garota nojenta! – bradei com rosto quentíssimo.
Deixei de fora o fato de a coisa loira ter falado de Madeleine.
– Mas explica como a briga começou.
– A Cléo viu o Toni e eu nos beijando.
– Ai, que lindo! – exclamou toda feliz. – Foi bom? Foram quantos beijos? Espera aí! Ele beija bem?
Soltei uma gargalhada. Nina parecia uma adolescente trocando segredinhos com as amigas.
– Foi bom sim. – falei rindo. – Foram três beijos.
– Nossa! Mas e aí?
– E aí o quê? – me fiz de boba.
– Ele beija bem?
– Ai, Nina...
– Ah, conta minha filha.
– Tá bom. Ele beija super bem! É um beijo especial.
– Oh, que fofa! Bom, tenho que ir trabalhar. O desfile está quase chegando. Conversamos mais depois.
– Está certo. – disse sorrindo. – Amo você.
– Também amo você, Pimentinha. Ah, vê se não bagunça a casa do seu pai, hein.
– Pode deixar. – falei rindo.
Peguei a mochila, meus sapatos e subi as escadas. Girando a maçaneta e empurrando a porta, entrei em meu quarto.
Tinha as paredes pintadas de roxo. No teto estrelas que ficavam florescentes à noite.
Depois de um longo banho frio, vesti um short jeans e uma camiseta.
Chegando à sala, abri as janelas e coloquei um CD do U2. Uma das bandas prediletas de papai.
Caminhava em direção a cozinha quando ouço a campainha tocar. Aproximei-me da porta e a abri com um sorriso.
– Oi, dona Patrícia. – cumprimentei uma das vizinhas mais bacanas do meu pai.
– Olá, querida! – exclamou com um sorriso enorme. – Vi as janelas abertas e ouvi a música, achei que Arthur tivesse voltado de viagem.
Papai é paisagista. Ama o que faz! Depois do casamento de Olivia, viajou para cuidar do jardim de um casal lá em Curitiba. Para vocês terem noção do quão excelente é o trabalho que ele e sua equipe fazem.
– Ainda não voltou.
– Está certo. Ah, estou com Leo. Quer ficar com ele?
– Claro!
Leo é o adorável labrador de papai. Mais fofo que ele, só o meu doce dálmata.
Quando Patrícia voltou, Leo veio correndo todo animado em minha direção.
– Eu estou de saída, Lucy querida. Tenho um chá na casa de uma amiga.
– Divirta-se!
– Obrigada. – disse sorrindo. – Mas uma coisa, você já almoçou?
– Não, mas vou fazer algo. Não se preocupe.
– Certo. Ah, você dorme hoje aqui?
– Sim.
– Que ótimo! – exclamou feliz. – Bom, eu devo voltar tarde. Sabe como é quando amigas se encontram.
– Sei como é. – disse sorrindo. – Não se preocupe com o jantar também.
– Mas quero que tome café da manhã comigo.
– Ótimo! Posso levar minhas amigas?
– Com toda certeza.
Dona Patrícia deu um beijinho em meu rosto e entrou em seu fusquinha lilás.
Aumentei um pouquinho só o volume rádio e caminhei em direção a cozinha acompanhada por Leo. Depois de prender meus cabelos num coque, comecei a colocar sobre a mesa tudo que iria precisar para fazer o almoço.
A campainha tocou outra vez e corri para abrir a porta. Sorri ao ver Moni e Gio.
– Leo! – exclamou Monique. – Que cachorro bonitão! – disse afagando seu pêlo.
– Oi, amiga. – falou Giovanna beijando o meu rosto.
– Oi, Pimentinha. – disse Moni fazendo o mesmo que Gio.
– Que ótimo que chegaram meninas. – disse fechando a porta. – Estou fazendo o almoço.
– Podemos ajudar? – perguntou Giovanna.
– Ah, você é tão bonitinha Gio. Em colocar as coisas no plural e nem perguntar a minha opinião. O correto é: Posso ajudar?
Giovanna lançou um olhar sério para Monique que se encolheu no sofá agarrada a uma almofada, e eu soltei uma gargalhada.
– É assim que você olha pro seu namorado, Gio? Por isso o garoto é todo bonzinho.
Não pude conter outra gargalhada.
– Muito engraçado Monique. – Giovanna disse séria.
– Estou brincando. Claro que vou ajudar também.
Com a ajuda das meninas o almoçou não demorou a ficar pronto.
E decidimos arrumar a mesa que fica no jardim. Composto por um gramado bem aparadinho, uma árvore com uma casa feita por papai, outra árvore repleta de acerolas, flores e mais flores. E também era cheio de borboletas. Uma beleza de jardim!
O almoço foi divertido e em momento nenhum fora mencionado o meu beijo com o Toni. Eu estava toda contente com isso. Mas quando chegamos à sala, e começamos a jogar videogame a pergunta surgiu.
– Vai contar ou não que negócio é esse de beijar o Toni? – perguntou Monique que estava sentada numa poltrona folheando uma revista de esportes do meu pai.
Pois é... Eu teria que explicar tudo! Fiz um resumo dos acontecimentos recentes. A discussão com Fernando, os beijos e o que deu inicio a minha briga com a Cléo.
– Devia ter contado sobre a briga com o Nando. – disse Gio largando o controle. Fiz o mesmo.
– É verdade. – Monique concordou. – Somos suas amigas.
– Eu sei, mas não quis envolvê-las nisso.
Monique levantou da poltrona e sentou no sofá perto de mim.
– Responde uma coisa? – Moni disse sorridente.
– O quê? – falei achando graça em sua expressão.
– O Toni beija bem?
– Sabia que ela ia pergunta isso. – Gio disse as gargalhadas. – Também quero saber.
– Ai, meninas...
– Fala! – exclamaram.
– Sim! Sim! – exclamei rindo. – É um beijo especial! Começa pela bochecha, pega o cantinho da boca, e então chega aos lábios. Começa lento e depois toma intensidade, mas sempre carinhoso.
– Nossa! Arrepiei! – Moni disse rindo demais.
– Uma coisa, a conversa está divertida, mas não podemos esquecer que é do Toni que estamos falando. – Giovanna disse séria. – O mesmo garoto que te alisou e disse não sei quantas gracinhas para você. – concluiu fazendo um coque em seus cachos castanhos.
– Eu sei disso tudo. Mas o Toni me pediu desculpas, e eu acredito nele. Vocês são minhas amigas, na verdade são como minhas irmãs. Então peço que fiquem do meu lado e apóie seja lá a decisão que eu tomar.
– Oh, Pimentinha. – disseram me abraçando. – Amamos você.
– Também amo vocês, gatas.
– Diz aí! Você está amando muito o Toni nesse momento? – Gio perguntou.
Peguei uma almofada e escondi o rosto.
– Oh, não! Eu preciso de uma câmera. Tenho que filmar e fotografar isso. – falou Moni. – Lucy corada por causa de um garoto.
Monique levantou foi até a janela e gritou com os braços para cima.
– Lucy Cagliari Montenegro está corada por causa de um garoto, minha gente!
Depois disso caímos na gargalhada. A tarde continuou tranquila.
A noitinha Nina veio com Madeleine e jantamos. Tivemos uma longa conversa no jardim.
Quando o jantar terminou Moni e Gio foram dormir. Cada uma ficou em um quarto, e eu fui para o meu. Vesti minha camisola de seda que fica na altura dos joelhos. Aproximei-me do computador, selecionei algumas músicas e deitei em minha cama. Leo deitou ao meu lado. Meu celular tocou quando a segunda música começou. Era papai. Conversamos por um bom tempo. Incluindo a briga com Cléo.
Achei que seria melhor falar sobre a discussão com Nando e os beijos com Toni, quando ele voltasse. Meu pai desligou e eu voltei a prestar atenção nas estrelas florescentes no teto. Mais uma música começou a tocar, o quarto estava um pouco escuro. Sendo iluminado apenas pelas luzes da rua. Estava quase pegando no sono, quando Leo deu um pulo da cama no instante que alguém entrou pela janela.
Levantei com pressa, tentei correr na direção da porta, mas o invasor me puxou pelo braço. Mesmo com a pouca iluminação pude ver a cor daqueles olhos que conhecia muito bem.
– Qual é o seu problema, garoto! – exclamei ainda bastante nervosa.
– Na verdade tenho problemas. Poderia fazer uma lista, mas prefiro dizer a solução de um deles.
– Qual?
– Você. – respondeu me puxando pela nuca e colando seus lábios nos meus.
Correspondi o beijo com igual intensidade. A música que começou a tocar serviu para embalar o momento.

Capítulo 7. (parte três).


L
evantei com calma e Toni faz o mesmo. Cléo nos encarava com o mesmo sorrisinho irritante, mas agora havia colocado as mãos na cintura.
Pergunta se eu quero fazer o sorriso dela sumir? Quero, e não de um jeito muito delicado. Não que eu goste de resolver as coisas na pancadaria, mas essa garota me irrita demais. A loira falsa implica comigo por causa do Fernando. O que eu posso fazer se ele não liga nem um pouco para o fã-clube idiota? A verdade é que a nojentinha deveria se preocupar mesmo é com a Sofia. Pois enquanto ela enche o meu saco, não percebe que a França está invadindo.
– A diretora também vai amar saber da agarração de vocês.
– Não enche garota! – exclamei. – Quer saber, pode dizer.
– Conto com o maior gosto.
– Você não cansa de ser tão enjoada? – Toni perguntou. – Desse jeito nenhum garoto vai se aproximar de você.
Ignorando por completo o que Toni disse, Cléo continuou:
– Bom, eu achei mesmo que você gostasse do Fernando. Mas depois do beijão que eu vi, acho que ele dançou. É melhor desse jeito, assim eu posso ficar com o Nando.
Soltei uma gargalhada. Nossa! Como é sem noção o projeto de boneca.
– Garota sai logo daqui! Vai retocar seu cabelo, pois está parecendo um gambá
Ri feito uma palhaça com a piada de Toni.
Pensa que depois desse fora de primeira categoria Cléo saiu andando balançando os cabelos? Que nada! Engoliu a irritação, empinou o nariz e disse:
– Fique esperto Toni, pois do mesmo jeito que ela deixou o Nando de lado. Também pode fazer a mesma coisa com você. Não fique surpreso se encontrá-la se agarrando com outro garoto num canto qualquer. – disse com um sorrisinho. – Ah, divirta-se com o seu novo brinquedinho. – completou virando as costas e saindo.
Se eu fui atrás dela? Claro que sim!
– Retire o que você disse.
Estávamos dentro do refeitório.
– Retirar o quê, hein? Que o Toni é o seu novo brinquedinho ou que você quer todos os garotos?
– Cala sua boca!
Todos os olhares estavam voltados em nossa direção.
– Olha só quem a Madeleine vai copiar quando crescer. – disse com as mãos na cintura.
Agora a coisa vai ficar feia. Uma pessoa inteligente sabe que não dever falar de quem eu amo. Nunca!
– Não fala da minha irmã!
– O que você vai fazer, hein?
Pensei em fazer uma coisa, mas fiz outra. Dei um soco em Cléo que jogou a patricinha em cima de uma mesa.
Virei na direção de Toni. Grande erro, pois a nojentinha puxou meu rabo de cavalo. Caímos no chão.
– Retira o que disse!
– Não!
A briga acontecia desse jeito: Arranhões, tapas e mordidas. Pois é, a metida tentou me morder.
– Se o meu olho ficar roxo...
– Já ficou! – não pude conter minha risada.
Cléo conseguiu ficar por cima, percebendo que ela tinha a intenção de me socar. Desviei o rosto, e ela acertou o chão com toda força.
– Ai! Doeu! – urrou.
Foi nesse instante que Toni a tirou de cima de mim. Também fui levantada.
– Me solta Fernando!
– Nem pensar! – disse rindo.
– Devo contar ao Nando que você estava beijando o Toni? Oh, já contei.
– Isso é verdade? – perguntou Fernando.
– É.
– Como também é verdade que Nando me beijou na Sala dos Alunos. – Sofia disse.
– Me solta Toni! Vou ensinar essa francesinha a não dizer mentiras.
– É verdade. – Fernando afirmou.
– Me solta!
– Cala a boca! – Toni a segurou com força, e pude notar um sorrisinho no canto de seus lábios. Ela estava gostando.
– Solta essa garota, Toni!
– Está com ciúmes? – ela disse sorrindo.
Num movimento rápido Cléo virou e beijou Toni. Fernando me soltou, não sei se foi por distração ou de propósito.
O que sei, é que consegui agarrar os cabelos de Cléo. Desse jeito afastando-a de Toni.
– Já chega! – exclamou a inspetora.
Depois de sairmos da enfermaria, fomos até a diretoria na companhia da inspetora que mantinha uma expressão muito feia.
Assim que nos viu, Belly avisou a diretora sobre a nossa chegada. Catarina pediu que entrássemos em sua sala.
– Podem sentar. – falou séria. – Antes de tudo, quero que vejam uma coisinha.
Catarina virou o monitor de seu computador em nossa direção. E pudemos ver uma coisa não muito legal. Um espertinho filmou a briga toda e colocou na internet, incluindo a parte em que Toni foi beijado por Cléo.
– Quem assistir isso vai achar que os alunos do Vicente Abreu resolvem as coisas na base de socos e chutes. – falou desapontada. – Estou enjoada de repetir que não gosto de brigas.
– Expulse a selvagem e tudo ficará melhor. – a nojentinha sugeriu.
Sério que ela me chamou de selvagem? Que vontade de socá-la outra vez.
– Me chama desse jeito de novo, e pode ter certeza que o outro olho vai ficar roxo também!
– Está vendo isso diretora? – disse se fazendo de coitada.
– Caladas! – bradou a diretora super fashion. – As duas serão castigas pela briga. Vou pensar em algo, e digo a vocês depois. – completou com cara de conversa terminada. – Agora podem sair.
– Mas... – Cléo tentou dizer.
– Eu disse que vocês podem sair. Ah, mais uma coisa, estão dispensadas da aula de artes.
Cléo saiu na frente. De cara feia, o uniforme amassado, a meia um pouco desfiada e o olho roxo.
Do lado de fora da diretoria, encontrei Gio e Moni.
– E aí? O que a Catarina disse? – Giovanna perguntou.
– A coisa loira e eu seremos castigadas.
– Que negócio é esse de beijo com o Toni? – foi à vez de Monique falar.
– Olha, conto tudo a vocês. Mas depois da aula. Eu vou para casa do meu pai, espero vocês lá. – disse atendendo o celular. – Certo, estou saindo Tadeu.
Vi Toni e Fernando se aproximando.
– Eu quero conversar com você. – disseram ao mesmo tempo.
– Beijos, meninas. – falei e saí andando.
Estava quase chegando perto do carro, quando Fernando me segurou.
– O que você quer?
– É verdade que você beijou o Toni?
– É.
– Por quê?
– Pergunto o mesmo sobre a Sofia.
Fernando não disse nada.
– Oi, ruiva.
– É melhor você sair daqui, cara! – Fernando disse irritado.
– É melhor você sair daqui!
– Garotos! – chamei a atenção deles. – Eu não quero que vocês briguem por minha causa. Não faço o tipo mocinha indefesa, e tampouco vou ficar deslumbrada se vocês decidiram brigar para ver quem conquista o meu amor.
Os dois ficaram quietos. Até que Fernando decidiu falar. E sabem de uma coisa? Era melhor ter ficado calado mesmo.
– A Lucy já deve ter contado que discutimos. Mas ela contou o motivo da briga?
– Cala a boca!
– Brigamos por sua causa, Toni.
– Não é verdade.
– Claro que é. Fiquei irritado por você está acreditando no papinho mole dele. Será que não percebe que tudo isso é um joguinho?
– Você acha que é um joguinho, Lucy? Que eu só quero me aproveitar de você?
Mais uma vez senti meu rosto esquentar e disse:
– Não quero falar com nenhum dos dois agora. – dizendo tal frase entrei no carro.
Havia cometido um grande erro. Quando não respondi a pergunta feita por Toni.
É claro que eu acredito que ele não quer se aproveitar de mim. Pois é, devia ter dito isso a ele. Nossa! Como sou idiota!





Mas essa tal de Cléo é uma chata mesmo. Nossa! E a torcida pelo Fernando está grande, hein! Como disse para Erica e Jana no msn: O Nando é o amorzinho das garotas.
Mas acho que o Toni merece um voto de confiança. O que acham?
Bom, obrigada pelos comentários! Linda semana! Beijos!

Capítulo 7. (parte dois).


B
em diante dos meus olhos, vejo Fernando e Sofia aos beijos. Eu não conseguia me mover, nem dizer absolutamente nada. Era como se meus sapatos estivessem colados no chão. Pude ver mais um beijo. Com receio de ser flagrada por eles, fiz um grande esforço para sair o mais rápido dali.
Fora da Sala dos Alunos, avistei duas garotas do fã – clube se aproximando. A vontade que tive foi de mostrar o que estava acontecendo, e com toda certeza elas contariam a Cléo. Mas isso me faria ser igual a essas nojentinhas. E bom, dispenso.
O que precisava mesmo era de um lugar tranquilo para pensar, ou melhor, tentar esquecer isso tudo.
Chegando ao jardim do colégio, sentei na grama e encostei-me a uma árvore. Não conseguindo segurar nem mais um pouco, deixei que as lágrimas rolassem.
E pensar que Fernando ficou indignado por eu ter desculpado o Toni, agora fica aos beijos com a Sofia. E então levantei uma questão. Eu sou o que para ele?
Escondi meu rosto com as mãos e chorei mais ainda. Foi então que senti alguém tocar o meu ombro.
– Meu amor, o que houve?
– Ah, Gui. – falei puxando-o para um abraço.
Contei tudo a Guilherme, incluindo eu estar tão próxima de Toni.
– Não fica assim, Pimentinha. – disse secando minhas lágrimas. – E sabe de uma coisa?
– O quê?
– Acho que você deve dar uma chance ao Toni. – falou sorrindo.
– Mesmo?
– Claro! – disse sorrindo. – Agora chega de chorar, eu quero ver um bonito sorriso.
– Você é um excelente amigo. – falei com um sorriso largo.
– Digo mesmo sobre você.
– Eu te amo, Gui.
– Também amo você, Pimentinha. Agora vamos para a aula. – Disse Guilherme levantando e me ajudando a levantar também. – Eu fico bobo com isso.
– Isso o quê?
– A sua maquiagem.
– Está borrada?
– Não, é a prova d’água?
– É. – respondi rindo.
Guilherme e eu entramos na sala do professor de física que já havia chegado. Olhei sorrindo para Moni e Gio, e depois para Toni que retribuiu com um sorriso largo. Lindo, lindo demais! Folheava meu fichário quando Fernando e Sofia chegaram sorridentes.
O sinal bateu e a aula começou depois da chamada ser feita. Estava concentrada em minhas anotações, quando Toni falou:
– Desculpe- me, professor. Mas um de seus alunos está com um probleminha de concentração.
– Quem?
– O João. Ele não tira os olhos de cima da Lucy.
A turma caiu na gargalhada. Quando virei meu rosto, notei a cara de bobo que o garoto olhava para mim. Pergunta se eu senti vontade de soltar uma gargalhada também?
– Não sou tão bonito quanto à senhorita Montenegro, mas será que você pode fazer um esforço e prestar atenção na aula?
– Prefiro olhar para ela. – foi sincero.
O pessoal riu mais ainda, e eu também.
– Quem sabe uma peruca ruiva não ajude? – falou o comediante da sala.
– Talvez. – disse o professor rindo. – Mas tenho uma ideia melhor. – Fernando?
– Sim?
– Por favor, troque de lugar com o João.
Ai, não! Não mesmo que ia conseguir ficar perto desse garoto depois de tudo que eu vi.
– Será que pode ser o Toni? – falei rápido.
Monique e Giovanna me olhavam sem entender nada, assim como Dan e Lipe. Cléo estava toda sorridente, pois o que ela mais quer é isso mesmo. Que eu fique longe do seu sonho de consumo. Coitada, nem faz ideia que já está sendo agarrado por mãos francesas.
Fernando ostentava uma expressão séria e Toni se aproximava com um sorriso gigante.
– Obrigada. Nem tinha notado que ele estava me olhando. – falei quando o garoto de olhos castanhos sentou ao meu lado.
– Não precisa agradecer. Mas parece que o galã não gostou muito da sua escolha.
– Não estou ligando nem um pouco.
Toni sorriu e voltamos a prestar atenção no dever.
Mais duas aulas aconteceram antes do intervalo, assim que o sinal bateu todos caminharam para o refeitório. Resolvi ficar na parte aberta.
Sentei perto de uma árvore e comecei a leitura do livro que Heitor havia me dado.
– Oi, ruiva.
– Oi.
Toni se aproximou, sentou ao lado, encostou-se na árvore e deitou a cabeça no meu ombro. Tudo isso feito com um sorriso largo e lindo!
– Meu ombro é um travesseiro macio?
– É sim. – responde rindo. – Ruiva?
– O que?
– Por que decidiu fazer seu lanche aqui? Seus amigos estão lá dentro.
– Por isso mesmo.
– Achei que gostasse deles.
– Gosto. Bom, amo cada um. Mas não posso encarar o Fernando e a Sofia agora.
– O que está havendo? – Toni levantou a cabeça do meu ombro.
Fechei o livro, e contei tudo. Desde a briga até o beijo na Sala dos Alunos.
– Não fica chateada com o beijo. Isso mostra que você tem dar uma chance a outro garoto.
– Outro garoto?
– É. Bom... Olhos castanhos, defeitinho na sobrancelha direita.
– Espertinho.
Toni riu.
– A Sofia é bonita, sabe? Mas é delicadinha demais. Parece uma boneca de porcelana. Já você é muito diferente. Garota forte, determinada e com esses olhos desconcertantes.
– Você é tão fofo. Nunca imaginei que chamaria você assim.
– Estava mais acostumada a me chamar de idiota. – falou rindo.
– É verdade. – concordei rindo também.
– Ruiva?
– Fala.
– Você quer saber o que me faz implicar tanto com o Fernando?
– Achei que fosse por seus cabelos loiros e sedosos.
– Não, é por causa dos olhos azuis. Sempre quis ter olhos azuis.
Caímos na gargalhada.
– Conta.
– A minha irmã se apaixonou por um garoto parecido com o Fernando, popular e todas as meninas corriam atrás. Mas a Julia sempre foi muito tímida e nunca teve coragem de se aproximar. Até que o tal garoto notou a minha irmã e eles começaram a namorar. A Ju estava feliz, só que mais para frente o mané terminou com ela. Disse que havia se apaixonado por outra. A garota em questão era minha namorada. Minha irmã ficou muito magoada e eu também. Magoado pela Ju e por ver a garota que eu amava me trocar por outro cara.
Toni desviou seus olhos dos meus.
– Como está a Julia agora?
– Ótima! – disse me encarando. – Está namorando um cara super legal, que a ama de verdade.
– Que bom. – digo sorrindo.
– Eu sempre fui legal, sabe? E até romântico. – admitiu sorrindo.
Abri um sorriso.
– Mas aquela garota conseguiu me estragar. – disse chateado. – Quero voltar a ser como antes.
– Faça isso. – falei sorrindo. – E obrigada por me contar.
Toni sorriu.
– A Nina já sabia disso, não é?
– Sim.
Sorrimos. Mas por um momento fiquei séria.
– O que foi?
– Lembrei de uma coisa que o Fernando disse.
– O quê?
– Coitado do garoto que se apaixonar por você.
– Feliz do garoto que se apaixonar por você, Pimentinha. – disse sorrindo. – Ah, tem uma música que é ótima para você.
– Qual?
Toni pegou seu Ipod no bolso da calça, e procurou pela música. Coloquei um dos fones no ouvido e abri um sorriso largo ao ouvir Just the way you are.
O garoto de olhos bonitos foi se aproximando e segurou meu rosto com delicadeza. Fechei meus olhos e pude sentir Toni beijando a minha bochecha, o cantinho da minha boca e então chegando aos meus lábios. O selinho tornou-se um beijo mais intenso. Tinha os braços entrelaçados ao seu pescoço, enquanto Toni descia uma de suas mãos até a minha cintura. Pausamos o beijo. Mas ainda estávamos com nossas testas coladas. Encaramo-nos com sorrisos largos.
– Incrível. – disse Toni baixinho.
Voltamos a nos beijar. Dessa vez dado por mim. Percebi que Toni estava tentando pausar o beijo, mas eu estava disposta a prolongar. O garoto de olhos castanhos conseguiu alcançar seu objetivo me fazendo cócegas.
– Nossa! Calma aí, ruiva! – disse muito, muito ofegante.
– Desculpa. – falei com um sorrisinho.
– Seja boazinha comigo.
– Oh, não faz essa carinha. – disse me aproximando.
– Eu preciso de um tempinho.
Segurei o rosto de Toni e beijei sua bochecha. Ele me abraçou depois disso.
– Você é muito cheirosa, ruiva.
– Obrigada. Você também é.
Me soltei do abraço de Toni e encarei seus olhos.
– E aí? – falei movendo as sobrancelhas para cima e para baixo super rápido.
Toni soltou uma gargalha e nos beijamos de novo. Mas fomos atrapalhamos.
– Oh, que bonitinho! – exclamou Cléo. – O Nando vai amar saber disso. – completou com um sorrisinho irritante.
Com toda certeza não vamos conversar sobre moda e elogiar o esmalte uma da outra.

Queridas mamães!





Querido Senhor.
Olhe por cada mamãe.
Faça que todos os dias, sejam especiais para elas.
Cuide de cada uma com carinho e amor.
Que um sorriso bonito esteja sempre nos lábios de cada uma.

Querido Senhor.
Ilumine o caminho delas.
Como presente dê:
Dias alegres.
Sol, luz, estrelas bonitas, paz!

Querido Senhor.
Guarde cada mãe incrível.
Batalhadora, forte e amiga.
Que faz tanto para que os filhos sejam felizes.

Querido Senhor.
Que elas sejam cuidadas com carinhos pelos filhos de um modo especial.
Não só hoje, mas sempre.


Feliz dia das mães!