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Mais que um amor de segunda-feira. (final).


                                                                  Foto.


Antônio começou a atravessar a rua, de uma maneira um tanto desajeitada, é bom que se diga. Antônio atravessou de modo apressado, mas ressabiado; esqueceu-se até de olhar para os dois lados, o coitado. O desconcerto é um efeito colateral de se estar apaixonando (ou de estar apaixonado). E Antônio sabia disso, em seu âmago, mas havia esquecido... Então eis que surge a moça e o faz relembrar o desembaraço que causa essa coisa de amar.
Antônio chegou a mesa da moça, onde ela, sorridente, lia. Antônio limpou a garganta e disse um “Bom dia!” tão baixo, tão acanhado, que a moça achou ter ouvido um simples chiado. Foi, então, que levantou a cabeça e viu Antônio ali parado, ao seu lado, um tanto embasbacado. Ela perguntou se ele havia dito algo; ele, repentinamente, ficou gago e, depois de um tempo atropelando as palavras, finalmente deixou sair : “Não, eu só disse ‘Bom dia’ e queria saber o que você estava lendo até a minha interrupção. É que observei que você lia com tanto gosto, com um sorriso tão bonito no rosto. É... Quer dizer... Não me leve a mal... É... Eu só achei que... Que poderíamos conversar um pouco e... Tomar um café. Eu adoro livros. E... sorrisos. E o seu é tão lindo...”. A moça não se limitou a sorrir dessa vez. Não, depois dessa, digamos, declaração um tanto desengonçada, mas extremamente sincera e bonita de Antônio, ela gargalhou. Antônio estranhou e quase se ofendeu, por achar que ela estava rindo dele, do seu jeito, do seu encantamento por ela.

A moça que tinha por nome, pasmem!, de Antonieta, esclareceu que estava rindo não de Antônio, mas sim do modo desastrado, mas imensamente bonito com o qual ele se chegou a ela. Praticamente todos os rapazes eram indelicados quando o quesito era a paquera e se aproximavam dela sempre com aqueles papos furados, sem nexo, sem graça. E ela o achou tão lindo, tão meigo, tão fofo, que riu, mas riu porque se deparou com o possível amor de sua vida. E disse que sim, que queria conversar com Antônio, sobre livros, sobre música, sobre o universo. E disse que sim, que queria sorrir junto com Antônio numa mesinha de um café singelo ou em qualquer lugar do universo. Antonieta era apressada? Para a normalidade, sim. Sonhadora? Para a normalidade, sim. Mas, para o amor, não.

Em defesa de Antonieta, se faz essencial que se diga o seguinte: não se sabe bem como ou por que, ela sentiu, no fundo de seu coração, que tinha encontrado alguém especial, muito, mas muito especial. E, por mais clichê e água-com-açúcar que possa parecer, o amor é assim. Ele é clichê e acontece quando menos se espera, onde menos se espera.
Tal como aconteceu com Antônio e Antonieta, pode acontecer com você, leitor. A vida pode ser mágica, sim. Magicamente encantadora. Magicamente romântica. Magicamente apaixonante. O amor existe e se esconde numa mesa de cafeteria. O amor existe e se esconde numa esquina, que, quando você, leitor, a dobra, ele se aloja em seu peito. O amor existe e pode chegar a mim e a você quando estamos, distraídos, a ler um livro.






Mais que um amor de segunda-feira. (parte um).


Como a maioria das pessoas, Antônio não gostava das Segundas-feiras. Dois despertadores muito barulhentos tinham a função de tirá-lo de sua cama. Mas as coisas mudaram quando o carro do moço de olhos castanhos começou a dar problemas e teve que ser deixado na oficina. Foi numa manhã de Janeiro, enquanto esperava o ônibus, Antônio viu algo que chamou a sua atenção.
Do outro lado da rua, uma moça de cabelos longos, ocupava uma mesa da Livraria Café Love Books. Sua blusa listrada de preto e branco fez o moço sorrir bobamente, porque se lembrou de sua infância, época em que desejou ter listrinhas iguais as de uma zebra, pois era o seu animal favorito (e continua sendo, por mais que Antônio tenha vergonha de revelar isso). Ele ficaria um pouco mais ali, mas seu ônibus havia chegado, e se atrasar estava fora de cogitação.
No dia seguinte, Antônio pulou da cama bastante cedo. Tomou banho, se arrumou, bebeu uma xícara de café e mordeu um pedaço de torrada não muito crocante. Tinha pressa em sair de casa. Seus olhos ansiavam por ver a moça. Lá estava ela. Linda! Foi a primeira palavra que surgiu em seu pensamento.

O final de semana chegou rápido. Antônio recusou convites de jantar e ir ao cinema com os amigos. Queria seu sofá, um bom livro. Queria vê-la mais uma vez. Saiu de casa. A rua estava cheia, porém agradável. Pessoas conversando animadas, outras passeando com suas crianças ou cachorrinhos. Antônio foi andando com calma em direção à livraria, e já pensava no que diria a moça se a visse por lá. Chegou. Ela não estava, ficou desapontado, mas puxou uma cadeira mesmo assim. Uma menina de sorriso simpático se aproximou e anotou o seu pedido. Antônio esperou a moça de cabelo longo aparecer. Esperou, esperou e nada! Por fim, decidiu voltar para casa. Demorou a pegar no sono, mas quando conseguiu, sonhou. E foi com ela.


Era mais uma Segunda-feira. O relógio nem havia despertado e Antônio já estava de pé. Olhou-se no espelho, estava estranho. Não na aparência, mas por dentro. Lembrou-se de sua primeira paixão do colégio. A sensação era semelhante a que sentia naquele exato momento. Sorriu. Antônio saiu de casa completamente arrependido por ter exagerado no perfume. Mas havia tomado à decisão de falar com a moça. Chegou ao ponto de ônibus e lá estava ela. Cabelos brilhando por conta do sol. Um sorriso a cada vez que virava a página do livro que estava sobre a mesa. O bolinho intocado ao lado da xícara. Antônio viu o ônibus chegando, não entrou. Levantou-se. Era agora. Ele iria atravessar a rua e falar com a moça.




Um conto escrito por Erica Ferro e Joyce Carolini.


Continua...






E agora, hein? Será que Antônio vai ter coragem de falar com a moça? Bom, depois de escrever e apagar. E tentar mais uma vez... O conto ficou pronto! Amei escrevê-lo com a Erica. Foi bacana demais, querida! E quero inventar outros contos com você. É isso... Beijos e paz!

Bailarina.

Clara despertou assim que o primeiro e sutil raio de sol entrou em seu quarto. Levantando-se da cama, tocou o chão com um pé de cada vez, e chegando perto da janela se espreguiçou gostosamente.
Sorriu ao ver o céu tão azul. Gostava de vê-lo nesse tom.

A moça de cabelos longos sorriu outra vez quando a brisa suave tocou-lhe as maçãs do rosto, e não teve dúvidas que poderia aproveitar tudo aquilo um pouco mais. Pois então ficou. Até o momento em que se lembrou de todos os seus afazeres.

Saindo do quarto, caminhou sem pressa alguma até a cozinha, colocou água para ferver e esperou enquanto afagava as orelhas de seu gato.
Com o chá de erva-doce em sua caneca de bolinhas, Clara observou a fumacinha que se movimentava.

Foi quando uma canção italiana invadiu os seus ouvidos. Vinha da casa de seu vizinho de rosto simpático, que sempre lhe cumprimentava educadamente.
Mesmo não sabendo sobre o que a música falava. Clara sentia-se leve. E quando percebeu estava dançando.Tornou-se bailarina sem sapatilhas rosadas. E dançou. Dançou despreocupada, dançou de maneira lenta, dançou com sentimento, olhos fechados e um grande sorriso.

Ao amor, outra chance.


D
epois de muito tempo o ônibus vem se aproximando. Faço sinal assim como a maioria das pessoas que se encontravam no ponto. Subo as escadas, pago a passagem e escolho um banco alto. É um costume que tenho desde pequena.
O veículo se movimenta, duas mulheres conversavam banalidades a três bancos a minha frente. Nem um pouco interessada no que elas diziam, remexi a minha bolsa a procura de meu mp4. Coloco um fone em cada ouvido e um jazz agradável começa a tocar.

Eu estava com muito sono, meus olhos pesados indicavam que conseguiria dormir mesmo com tantos quebra-molas. Era sexta-feira, um bom motivo pra se alegrar. Acredito que a maioria dos passageiros pensava isso. Mas comigo era diferente, algo me incomodava e eu sabia muito bem o que era. Na verdade tenho tentado fugir de tal situação, sempre com a desculpa do resolvo depois. Mas não dava mais pra alimentar a minha covardia. Era errado com os meus sentimentos e os de Leo.

Tento prestar atenção na letra da música, mas não consigo. Abro o meu fichário, onde faço as anotações da faculdade. Pego um caneta e começo a escrever uma carta. Precisava transbordar tudo que não estava certo. Nosso namoro encontrava-se num momento muito ruim, o que era pra ser dito era silenciado. O que tinha que ser calado, era falado. Não dava pra continuar desse jeito, se não chegaria ao término pelo menos daríamos um tempo. Esse tal tempo algumas vezes significa fim de namoro. Nesse período ele poderia conhecer outra moça, eu poderia conhecer alguém também. Ou talvez não.

Desvio os olhos da folha e observo o céu nublado, seco umas lágrimas que teimam em escorrer. Volto a olhar as pautas azuis repletas de palavras, já estava pronta pra dobrar o papel e guardar em minha bolsa. Quando um vento forte faz a minha folha voar pra longe. Nem pude segurá-la. Lá se foi minha carta-decisão, carta eu não tenho coragem de dizer tudo isso na sua frente.
Com minha distração só percebo depois que o ônibus havia passado do ponto. Irritada faço todo o trajeto de volta pra casa. Já em frente ao portão procuro pelo chaveiro.
Dentro de casa coloco a bolsa e o fichário na poltrona e sento no sofá perto do violão.
Violão de tantas e tantas melodias. Músicas de noites de insônia, dia com chuva, noites românticas... Ao ouvir um barulho vindo da cozinha, seco minhas lágrimas e caminho até lá. Onde encontro Leo lavando a louça, me aproximo devagar e o abraço por trás. Ele se vira e me abraça. Encarando os meus olhos diz.

- Sei que o nosso namoro está ruim, mas eu te amo. Muito!
Era o momento pra dizer tudo, mas disse uma coisa muito diferente.
- Está ruim... Mas podemos dar um jeito, meu amor. –digo sorrindo.
Leo sorri também e depois me beija. Estava feliz pela carta que se perdeu. E por ter um amor que vale muito a pena ser arrumado. Um amor que merece mesmo outra chance.

Um conto de amor: Bossa de segunda-feira.


L
uiza se colocou de pé, assim que o despertador lhe fez acordar de um sonho tão agradável que estava tendo.
Era segunda-feira, e não podia ficar nem mais um pouco em sua cama. Caminhou até o banheiro, tomou um banho frio e voltou ao quarto para se vestir.
Jeans, uma blusa repleta de pequenas flores e sapatilhas vermelhas. Fora sua escolha para aquela manhã ensolarada.
Na cozinha comeu algumas torradas com chá de morango, depois com os dentes escovados. Trancou a porta e saiu com os cabelos presos num rabo de cavalo.
No caminho cumprimentou sua vizinha, que já cuidava das flores àquela hora. A passos não muito apressados, Luiza chegou ao ponto de ônibus. Alguns minutos depois, começa a sentir uma imensa vontade de ter um carro. Estava a cada dia mais difícil cumprir seus horários, tudo por conta da demora do ônibus.
Começa a bater a sola de uma das sapatilhas no chão. Indicando sua total impaciência, e eis que a condução se aproxima. Dá sinal e entra. Com a passagem paga consegue um lugarzinho perto da janela e senta. A moça dos cachos castanhos, pega um livro de romance na bolsa e começa a ler. Seu gênero predileto.
A campainha alerta que alguém quer descer, e mesmo com toda aquela movimentação e pessoas conversando de maneira animada. Lu, como é chamada pela família e os amigos, mantêm a atenção focada na leitura.
Fora a vez da moça descer do ônibus. E sorriu largo por não está atrasada para o trabalho. Sua profissão? Professora da 4º série. O sinal bate indicando o inicio das aulas. Com carinho, Luiza conduz seus queridos alunos para a sala.
Desde pequena sempre gostou de ensinar. E ama o que faz.



A tardinha, quando todos os alunos já haviam ido para as suas respectivas casas. Luiza se encaminhou outra vez até o ponto de ônibus, que não demorou muito para chegar. O que a deixou muito feliz, devido todo o cansaço que estava sentindo. Sentada de novo perto da janela, colou um fone em cada ouvido. Era Bossa que embalaria o trajeto de volta para casa. Por um instante, Lu desvia os olhos de suas unhas sem esmalte e olha para fora do ônibus. Seus olhos vão de encontro aos de um rapaz moreno. Eles mantêm contato visual, ele sorri e ela retribui. O ônibus volta a andar é o moço de sorriso bonito fica para trás. Luiza entra em casa ainda sustentando um sorriso bobo. E tudo o ela queria, sem nem saber o motivo... Era encontrar o rapaz outra vez.

A carta. (Segunda parte).


Sentada no banquinho verde da praça, tentava me distrair observando umas criancinhas fofas brincando. Já havia comido dois sacos de pipoca doce, olhei para o meu relógio. Tenho certeza que os ponteiros moviam-se de maneira lenta só pra eu ficar nervosa, a brisa fresca brincava com meus cabelos.
Pessoas sorridentes passavam com seus cachorros a todo instante, eu tinha colocado minha roupa predileta para o dia da carta de amor. Mais um saquinho de pipoca, outra olhadinha no relógio... E começo a pensar, que estava fazendo papel de boba apaixonada.
A brisa fresca mudou para vento forte e o céu azul começara a ficar num tom diferente. Sinto um pingo cair em meu colo, mais uma gotinha, mais uma e então tudo transborda. Se fez chuva forte em meus olhos também.
Agora na praça só tinha eu e minhas lágrimas, choraria tudo ali mesmo. E tentaria esquecer o que escrevi na carta, nas pautas azuis... Relatei que pela primeira vez, consegui entender o que são borboletas dançando no estômago. Que sinto arrepios em pleno verão, que sinto minhas bochechas corarem toda vez que ouço o nome dele. Que o amor que fora despertado me tornou mais corajosa, a ponto de me declarar por meio de palavras. Muitas coisas bonitas foram dentro daquele envelope.
Eu já estava bastante ensopada e a roupa molhada incomodava demais, me dei conta que o menino dos olhos castanhos não apareceria mesmo. De certo jogou meus sentimentos em letras no lixo, decidi que tinha que voltar pra casa.
Levantei do banco com toda calma e caminhei de cabeça baixa.
-Você não acha que vai pegar um resfriado?!
Quando levantei os olhos, pude reparar que Bruno também estava todo ensopado.
-Estava esperando você.
-Li tua carta.
Senti meu estômago dar voltas.
-O que você tem a dizer?!
-Tudo o que está escrito é sério mesmo?!
-Cada linha. Nunca senti nada igual por ninguém.
-No verso da carta havia uma pergunta.-disse Bruno com as mãos nos bolsos.
-Se você me daria uma chance.
Bruno abaixou a cabeça e depois voltou a encarar meus olhos chorosos.
-Todas que você quiser!-completou com um sorriso largo.
Nos aproximamos e um beijo aconteceu. Doce e longo. Todo meu receio já nem exista, estava amando e o melhor... Sendo amada de volta.




Nota aos queridos leitores: O conto só tem duas partes mesmo. Espero que tenham gostado!

A carta. (Primeira parte).


As palavras da professora de História, a cada instante que passava iam ficando pra mim, muito desinteressante, gosto dela até. Mas devido as circunstâncias em que encontro-me, é difícil alguém chamar a minha atenção. Me dei conta recentemente, que estou completamente apaixonada. Não tenho dormido direito e ando comendo demais por conta da minha grande e irritante ansiedade, há quem diga que uma adolescente de apenas 14 anos não seja capaz de amar alguém de maneira tão intensa e doce. É amor sim. Dos bonitos e com direito a borboletas no estômago, sinto transbordando por todos os meus poros.
Eu tinha certeza absoluta, que havia encontrado o garoto dos meus sonhos.
Logo o sinal bateria e então poderia resolver tal situação de uma vez por todas. Dentro de minha mochila, está guardada uma carta de amor. Onde conto todos os meus sentimentos para o garoto de olhos castanhos. Diversas vezes a peguei da gaveta do meu criado mudo, li e guardei de novo.
O som estridente do sinal me fez de despertar, todos os meus colegas de classe sumiram da sala numa velocidade incrível. Tinham pressa em se espalhar pelos corredores.
Já eu, começava a me sentir desencorajada. Pensei em tantas coisas, uma delas fora a seguinte. Nunca vou saber a resposta do menino de sorriso largo, se a carta não for entregue.
Saí da sala e poucos centímetros de mim, lá estava Bruno. Dessa vez não rodeado de tantas meninas como de costume. Me aproximei, entreguei o envelope e disse meio tímida.
-Leia quando chegar em casa.
E me afastei, num misto de alegria, receio e borboletas fazendo festa.

Com esta aliança.





Clarice despertou no meio da noite com seu estômago dando voltas e voltas. insistiu em ficar na cama, talvez o sono voltasse. Mas não fora o que aconteceu.
A moça de cabelos ondulados levantou com toda calma, e foi até a cozinha da casa de seus pais. Resolveu passar aquela noite em seu antigo quarto cor de rosa, onde diversas vezes vestiu sua boneca de noiva.
Tal lembrança fez suas pernas tremerem rapidamente, noiva... Casamento...
Amanhã seria o dela. Chegou a cozinha ainda pensando nisso, abriu a geladeira e pegou a jarra de água.
Puxou uma cadeira e colocou o copo sobre a mesa redonda.
Deu um grande gole na água, e passou a mão pelos cabelos. Aquilo não poderia está acontecendo. Uma noite antes do momento tantas vezes sonhado por ela. Clarice estava com receio, dúvidas...
Será que se precipitou ao dizer sim ao pedido de Arthur?! Ela admite que fora romântico, mas e se tudo isso não estiver sendo apressado demais?!
Sabia também, que casar é muito mais que preparar um festão! Requer maturidade para dar um passo tão grandioso e importante. Está casado é aprender a arte da convivência, é saber dividir não só as alegrias mas também as adversidades.
Clá sempre viu o casamento como uma bela união. Mesmo vendo tantas uniões se romperem por motivos banais, o seu sonho nunca se apagou. Tudo por conta de seus pais, casados a cinquenta anos e sempre se tratando como eternos namorados.
Clarice estava muito ciente de tudo que estava em questão. Achou que seria melhor não levar isso adiante, mas magoaria tanta gente. Seu noivo seria o maior prejudicado.
E ela sairia como a leviana da história. Mas com tantos receios como ela ficaria? Clarice tentou mas acabou por pensar na palavra divórcio. Que lhe causava arrepios.
Mesmo sendo taxada de antiquada, nunca mudou sua opinião de que casamento é um só.
Claro que não julga as pessoas que tentam e tentam. Mas ela era diferente.
Entre dúvidas e goles de água seu celular tocou. Clarice olhou e viu que era Arthur.
-Oi meu lindo.
-O que faz acordada?!
-Meu sono foi dá uma voltinha.-ela disse sorrindo.
-Sua voz está esquisita. O que houve meu amor?!
Agora seria o momento ideal para esclarecer tudo. Clarice ficou em silêncio por alguns minutos e disse.
-Não houve nada. Está tudo certo.
-Tem certeza sobre o casamento?!-perguntou como se tivesse adivinhado o que tirara o sono de Clarice.
Sim, agora ela tinha mais uma oportunidade para resolver a situação. Mas de forma incrível todo seu receio sumiu, dando lugar uma alegria imensa e a moça de cabelos ondulados disse.
-Tenho certeza absoluta sobre o nosso casamento. É você que eu quero. Meu amor, noivo, marido, amigo, companheiro, pai dos meus filhos e sempre namorado.
-Você é o meu sonho, e também tenho certeza que seremos felizes. Amo você linda!
-Também amo você, meu amor!






"Então as alianças são trocadas, com promessa de um cuidar do coração do outro. Agora não são dois, tornaram-se um". (Jô Carol).




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Pauta para o Blorkutando.
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Entre Bossa e Morangos.



Tarde cinza. Muita chuva. Abro os olhos e fito o teto do meu quarto lilás, volto o meu olhar para o relógio que encontra-se em cima da mesinha de cabeceira, e me irrito com o horário. 14:00h, dormi demais!
Levanto da cama e trajando meias coloridas, um short curto e um blusão largo com a estampa do Pernalonga. Caminho ainda meio tonta até a cozinha, antes de chegar ao recinto me olho no espelho que fica no corredor. Dou uma careta por conta da imagem refletida, meus cachos bagunçados e ainda havia resquício de lápis de olho preto que contornara meus olhos castanhos na noite passada.
De forma lenta continuo meu trajeto, estava cheia de fome e nem um pouco animada para cozinhar. Sou ótima em relação a panelas, fogão e temperos. Mas a vontade de colocar a mão na massa tinha me abandonado naquele momento.
Abro a geladeira e logo de cara algo me chama atenção. Uma tigela repleta de grandes, vermelhinhos e bonitos morangos. Presente de um amigo.
Escolho um dos morangos e mastigo com total calma, apreciando a doçura da minha frutinha favorita.
Ao chegar a sala, pego um CD no meio de tantos. Nada de tevê. Quero melodia e boa letra, jogo uma almofada e deito no meu macio tapete. É a suave Bossa Nossa que embala minha tarde de chuva.
Escolho outro morango, doce feito o primeiro.
Meu gato Elliot se aproxima ronronando e eu lhe faço um afago, meu companheiro querido deita ao meu lado.
Entre mordidas e letras meu celular toca no meio de Só tinha de ser com você. Até achei que fosse a Tati me convidando para sair, mas de certo recusaria o convite, é difícil querer sair depois de uma festa da Juca. As melhores sempre. Música, comida, bebiba... Tudo de excelente qualidade.
Alcanço minha bolsa e pego o celular, não reconheço o número mas resolvo atender.
-Oi.
-Oi linda.
Reconheço a voz do outro lado da linha e sinto meu estômago dar voltas. Mas não daquele jeito bonitinho de garotinha apaixonada, e sim de total enjoo.
-Como você conseguiu o meu número, Vicente?!
-Não importa.
-Importa sim. Depois eu descubro.
-Estava incrível na festa da Juca ontem. Não consegui desviar os olhos de você bonita.
-É mesmo?!-digo num tom irônico.
-Tinha esquecido que você fica gata de meia arrastão.
-Sai fora Vicente! Liga pra outra cara!
-Não posso ligar pra outra por um único motivo.
O mané ficou em silêncio e depois disse.
-Eu amo você, Lin.
-Agora você me ama?! Não me faça rir Vicente!
-É verdade bonita. Te amo!
-Conta outra cara!
-Me dá uma chance.
-Nem pensar!
-Eu nem lembro o motivo do término do nosso lindo namoro.
-Lindo namoro onde Vicente?! Você deveria seguir a carreira de comediante Vicente! E o lindo namoro terminou por você ser um idiota, infantil e por ter medo de relacionamentos sérios!
-Eu mudei.
-Mudou nada!
-Por favor Lin...
-Eu amei você de verdade. Mas cansei da tua palhaçada!
-Você prefere ficar sozinha?!
-Prefiro ficar na companhia da Bossa e dos morangos. E só pra ficar claro... Você nunca me completou, pois eu já vim completa!
Desligo o celular com um sorriso largo e continuo apreciando a melhor tarde de todas.



(foto do texto- De Laís Cristina).

Chuva.


Tarde cinza, chove bastante. Deitada no sofá da minha sala meio bagunçada, assisto reprises dos meus seriados favoritos.
Tédio!
Lembrei de ti, de nós dois. De como os meus cachos castanhos ficam perfeitos entre teus dedos longos.
Dou um risinho por conta de friends.
Hoje era dia de balada para as minhas amigas, pra mim era só um dia de aproveitar o quase silêncio do meu apartamento.
Sempre tão cheio, mas hoje só com a boa companhia do meu gato Ed. Que veio correndo se roçar em mim, dou outro sorriso. Cansei!
Não dá para ficar desse jeito. Levanto do sofá e trajando calça jeans e camiseta, saio para colocar tudo em ordem.
Vou caminhando, não sabendo muito bem onde gostaria de chegar. Ando muito.
Avisto poucas pessoas na rua.
Super ensopada me dou conta do lugar em que cheguei. Estou em frente a casa do Gui.
Com as pernas bambas toco a campainha, sinto uma imensa vontade de sair correndo. Mas seria uma grande prova de covardia.
Mais um toque, segundos depois a porta é aberta.
-Oi Ana.-ele diz sério.
-Oi.
-Posso saber o que faz aqui?!-perguntou ainda mais sério.
-Desculpe-me por ser tão boba ás vezes.
-Você me deixou bastante chateado.
-Eu sei, eu sei. Por isso estou aqui, para pedir mais uma vez desculpas e dizer... Que preciso das tuas cores para colorir as minhas tardes cinzas. Então...?!
Como resposta Gui sorriu de maneira larga. E eu me joguei em seus braços. Com a certeza que fora uma ótima idéia sair para andar chuva.

Quando o amor vira "bom dia"!


Te amei, da maneira mais doce e sincera. Por conta do começo, achei mesmo que seria para sempre. Éramos muito mais que um casal de namorados bobamente apaixonados. Havia amizade e companheirismo.
Foram tantas ás vezes que você disse que eu poderia contar contigo sempre, que não largaria a minha mão nunca. Acreditei de verdade, boba!
Lhe entreguei os meus melhores beijos, abraços e cafunés. Você me entregou tuas doçuras em poemas e sorrisos largos.
Com toda sinceridade, nunca lhe vi como um príncipe. Os acho perfeitinhos demais!
O que fez minha atenção se focar em ti, fora esse teu jeito de rapaz normal. Que sempre me distraia tocando gaita em tardes chuvosas.
Não gosto de lamentar sabe, e lembro que dizia com a voz rouca... Isso não combina contigo, bonita. E eu sorria em resposta.
Mas de certo modo, não deixando que saibas... Eu lamento um pouquinho. Por algo tão bonito ter chegado a esse ponto.
Talvez tenha sido idiotice nossa, construir o castelinho dos sonhos tão perto da água. O mar veio e tudo se desmanchou, é... Isso representa nosso amor.
Não sei se a culpa foi minha ou tua. Tudo que sei que chegamos ao ápice.
Eu não queria mais teus poemas e você os meus cafunés. A nossa relação passou a ser de fachada, só para manter as aparências.
Ríspidas palavras foram trocadas entre nós.
Mas sei que soubemos aproveitar cada momento, e o amor esteve presente.
Fora cantado, beijado e feito!
Ainda quero tê-lo como amigo, e sorrir ao encontrá-lo na rua.
Então antes de sair do nosso apartamento/ninho do que um dia foi bom amor... Deixo um beijo, e o desejo que sejas muito feliz!








O nosso amor se transformou em "bom dia". (Kid abelha- Grand hotel).

Alô.


Seis e meia, e eu já estava acordada. Fitando o teto do meu quarto verde-limão para ser mais sincera, eu até poderia dormir mais um pouquinho. Mas o sono havia evaporado com a simples lembrança da briga que tive com Samuel. Quem é esse?! Meu namorado de sorriso lindo. Percebendo que nem contando carneirinhos eu dormiria de novo, resolvi levantar.
Depois de um bom banho frio, caminhei até a cozinha e logo de cara avistei um bilhetinho preso na porta da geladeira que dizia... Liga pra ele guria! Ignorei por completo o conselho da minha amiga Jul, com quem divido o apartamento. Joguei na lixeira o bilhete da minha conselheira em assuntos do amor, que naquele horário já havia saído para fazer Yoga.
Enquanto preparava meu café, quase mudei de idéia e liguei para Samuel. E antes que fizesse tal idiotice, peguei meu leite com achocolatado, alguns cookies feito por nossa vizinha e fui para sala onde sentei para assistir desenhos. Pois é, uma das minhas paixões.
Tive que rir quando peguei o controle da tevê e vi mais um bilhetinho, nesse estava escrito o seguinte... Liga para o Samuca, sua chatona! Ignorei a minha amiga outra vez, ligo a televisão com o intuito de esquecer a briga, pura ilusão minha. Estava passando Du, Dudu e Edu. O que me fez pensar no meu namorado, que sempre me faz dar risadas por não saber quem é quem. Dou uma mordida num cookie e um gole no leite, por mais que eu tentasse focar minha atenção no desenho, não conseguia esquecer a confusão da noite anterior. Que foi causada pela vizinha dele, que pediu para o meu amor dar uma olhadinha no computador dela. Certo, certo... Esse é o trabalho do meu amor, mas com tantos técnicos por aí, a loira falsa tinha que chamar logo o Samuel?!
A Jul tentou justificar que era pelo fato dele ser vizinho da oferecida, ela não teria que esperar alguém vir de longe para fazer o conserto. Mas do jeito que a loira falsona estava toda atiradinha, cheia de risinhos e jogadas de cabelo. Ela queria muito mais que uma simples olhadinha no computador, o que me irritou de verdade fora o fato da atirada mór me ignorar por completo, o bobão era só sorrisos e simpatia.
Senti vontade de dar uma voadora em cada um, mas me segurei.
Depois que a loira falsa se despediu com um beijo estalado na bochecha do meu namorado, e me deu um tchau com cara de nojo. Saiu andando toda rebolativa. Como disse acima... Eu deveria ter segurado a minha irritação e permanecido nos saltos. Mas pertenço a uma família onde a mulherada não leva desaforo para casa, o que me fez lembrar quando tia Márcia brigou com tio Tadeu. O coitado veio dormir uns tempos no sofá aqui do apê, a minha lavação de roupa suja com Samuca aconteceu enquanto em conduzia meu fusquinha para fora do estacionamento do shopping, com tom de voz exaltada dizia que ele estava aceitando ser paquerado na minha frente, Samuel muito calminho se defendia dizendo que só foi educado, que é assim com todo mundo. E ainda acrescentou que eu estava exagerando, quase sentei a mão na cara dele. Mas estava dirigindo, saco! Será que peguei pesado?! Coloquei meu copo e o pratinho, que antes estava cheio de biscoitos em cima da mesinha. Apertei o botão de "mute" do controle, e peguei o telefone laranja sem fio. Que tinha como brinde outro bilhetinho com um ríspido... Liga agora!. Gargalhei, fiquei pensativa por algum tempo e depois apertei de forma rápida os números do telefone de Samuel. Chamou algumas vezes até que ouço um alô rouco do outro lado da linha, por conta da minha atitude precipitada, meu amor estava rouco.
Desliguei sem falar nada.
-Que imaturidade.-disse para mim mesma.
Ligo de novo, dessa vez Samuel atendeu logo.
-Alô.
Não falo nada.
-Eu sei que é você Lu.
-Como você sabia que era eu?!
-Tenho identificador de chamadas. Esqueceu?!
Dou um tapinha na testa por ter esquecido desse pequeno detalhe.
-Qual o motivo da sua nobre ligação?! Não diga que quer brigar por telefone?!
-Não é isso.
-É o que então?!
-Quero saber como você está.
-Como você acha que estou?! Você me mandou sair do seu carro, eu tive que andar na chuva até o ponto do ônibus. Por sorte um amigo estava passando e me deu uma carona.
-Me desculpe por isso. É que a tua vizinha me irritou, não quero que ninguém atrapalhe o nosso namoro.
-Ela não vai atrapalhar, nem outra. Quer saber o motivo?!
-Sim.
-Eu só tenho olhos para você. Isso foi clichê né?!- perguntou rindo.
-Foi não.- respondi rindo também.
-Lu, faz uma coisa?!
-O quê?!
-Liga para o meu celular?!
-Por que?!
-Eu vou levar o cachorro para passear, aí continuamos a conversa.
Liguei rapidinho e Samuca atendeu logo.
-Aposto que estava assistindo desenhos.
-Acertou.
-Pensei em ligar para você depois da briga.
-Mesmo?!
-Claro.
Conversamos por um longo tempo até que a campainha tocou.
-Tocaram a campainha amor.
-Vai lá atender.
Abro a porta sem olhar no olho mágico e tenho uma surpresa.
-Oi amor.
-Samuca! Você me enganou, não foi levar o cachorro para passear. Estava vindo pra cá isso sim.-disse abraçando meu lindo com força.
Depois do abraço Samuel começou a falar meio sem jeito.
-Vim até aqui com um sorriso bobo e apaixonado, para dizer que eu não fui consertar o computador da minha vizinha loira falsa.
Nós dois rimos.
-Quero pedir desculpas caso tenha te irritado ontem, preciso dizer que eu só tenho mesmo olhos pra você. Que você... É muito importante para esse bobão aqui, e eu não gosto da idéia de não ter você como minha namorada chatinha, que me faz andar na chuva.
Rimos juntos de novo. Puxei Samuel pela nuca e nos beijamos.
-Nada de rompimento de namoro?!
-Não, senão quem vai te explicar quem é quem em Du, Dudu e Edu?!
Ele sorriu e eu o acompanhei.
-Eu amo você, Lu.
-Eu também amo você, Samuca.
Fechei a porta e voltamos a nos beijar. E entre beijos e risos, agradeci pelos bilhetinhos da Jul e por ter uma amiga que não tem preguiça de acordar cedo para fazer Yoga. E percebi uma coisa importante, eu chegaria atrasada no trabalho.

A escolha de Betina.


Naquela manhã, Betina não queria ir ao colégio. Tampouco atender telefonemas, estava com um problema chamado Léo. Quem é esse?! O garoto mais popular e bonito do colégio.
Bê já estava acostumada em tê-lo como colega de classe, educação física e encontrá-lo na cantina na hora do recreio. Os cumprimentos trocados entre eles eram sempre cordiais, nada exagerado.
Mas fora na festa proporcionada por Zeca, (outro colega de turma) que algo muito diferente aconteceu. Betina reparou de uma maneira nova em Léo, e ele correspondeu com um sorriso largo.
Aquilo não podia está acontecendo! Por um simples motivo, sua melhor amiga Alice, tem uma paixonite fofa pelo garoto de olhos castanhos.
Mesmo Bê sabendo, que várias garotas eram caidinhas pelo gato em questão... O sentimento de culpa não a abandonava, Alice nem se importava com suas rivais. Mas o que ela acharia quando soubesse que sua grande amiga, entrara na disputa pelo posto de namorada do garoto dos seus sonhos?!
Abraçada ao seu ursinho, Betininha (como é chamada pelo irmão mais novo) percebeu que a coisa só complicava. De um lado a emoção que indicava que ela deveria investir naquele romance, poderia ser ele o seu grande amor. Que essa coisa de se magoar para não magoar os outros e balela! Já por outro lado está a razão, que vem ríspida fazendo Bê enxergar que tem uma preciosidade. Amizade sincera que não se deve jogar no lixo por conta de um namorico, cansada de todo aquele dilema, Betina se arrumou e chegou a tempo de pegar a segunda aula, quando o sinal tocou a garota de cabelos cacheados levou Alice até uma árvore que fica no pátio. E tomando coragem desabafou as coisas confusas que estava sentindo por Léo, mas que iria deixar tudo de lado, pois a amizade delas é muito mais importante. Lice ouviu tudo com atenção e com lágrimas e um sorriso largo puxou a amiga para um forte abraço, e ao pé do ouvido de Bê confidenciou que ela é a melhor amiga que uma garota pode ter e completou revelando que seus sentimentos pelo mega polular era só uma paixonite boba e que já havia acabado. As duas riram e voltaram a se abraçar. E mesmo Bê tendo optado pela razão, a emoção estava presente naquele abraço de amizade sincera.



{Pauta para o Blorkutando}

Sob as estrelas.



Fugindo da festa moça bonita?!
Fui tirada de minha sonolenta distração pela aquela voz tão forte, doce e familiar.
Só dando um tempo aqui fora. Na companhia das estrelas.
Prefere a companhia delas então?
Amo as estrelas e você também, meu amigo.
Dito isso, ele sentou ao meu lado no gramado fofo.
Vai mesmo ficar sentado no gramado, estando todo engomadinho?perguntei num tom divertido.
Claro que sim. Afinal de contas você também está bastante almofadinha nesse vestido. disse com seu belo sorriso largo.
Só você para me fazer rir.
Notei que sorriu apenas com os lábios, e não incluiu seus adoráveis olhos. Sempre sorri com os dois. O que há de errado?
Bom...
Já sei! Apaixonou-se por outro sapo.
Oras, não faça piadas!
Desculpe. Conte o que está acontecendo, prometo não fazer piadinhas.
Aproximei-me um pouco mais, e aconcheguei a cabeça no ombro do meu amigo atencioso.
Até outro dia enxergava o tal rapaz como um príncipe.
Como ele se tornou um sapo?!
Com palavras.
Palavras?! quis saber com as sobrancelhas erguidas.
Sim. Por causa de tais palavras... Mostrou-se tão diferente do começo.
Talvez ele esteja sendo temporariamente idiota!
Não sei... Difícil dizer.
Você está mesmo apaixonada por ele?!
Prefiro dizer que me encontro num misturar de sentimentos. Não consigo definir.
Suspiramos juntos.
Entendo você, moça bonita.
Entende mesmo?!
Sim.
Então diga se entende o motivo do meu interesse sempre ser direcionado ao rapaz errado?!
Meu amigo nada respondeu. Ficamos um bom tempo em silêncio, até que ele o quebrou.
Um dia você encontra o cara certo.
Será?!
Encontra sim. Ou melhor, ele encontra você.
Será que saberei conduzir o namoro?!
Conduzirá com proficiência, doçura e mau humor!disse sorrindo.
Então sorri, com lábios e olhos.
Agora sim o sorriso que tanto gosto.
Amo você amigo.
Eu também amo você minha bonita. Hoje e sempre.
Pra sempre!completei.

Eu te amo!


Ana trocava de canal tediosamente, mesmo tendo o quarto todo geladinho por conta do ar- condicionado ligado sentiu o rosto esquentar pela simples lembrança do beijo que ganhara de Bruno antes do embarque, que levaria o seu amor até a uma reunião de negócios em Londres.
Volto antes do dia 12, meu amor. disse Bruno antes de mais um beijo.
Mas a alegria de Ana foi apagada diante da seguinte ligação.
Aninha... Tenho uma coisa chata pra dizer.
O que foi Bru?!
Não vou chegar a tempo.
Diz que é brincadeira.
Antes fosse.
O silêncio se fez presente.
Prometo que vou encher a sua caixa de e-mail com bonitas mensagens.
Está bem.
Eu te amo.
Eu também amo você.
Cansada de ver comerciais românticos, Ana resolveu dar uma volta. E não pôde conter as lágrimas ao lembrar que estaria sozinha, após fazer uma longa caminhada resolveu voltar para casa. E teve uma surpresa inesperada. E sentiu as borboletas voltarem a "dançar" em sua barriga.
Você falou que não chegaria a tempo.
Eu desisti da reunião.
Mas a reunião não era importante?
Você é muito mais.
Nem acredito que está aqui.
Bruno se aproximou.
Do que adiantaria eu ficar para essa reunião? Do que adiantaria ficar milionário, e não ter você comigo?
Ahhh, Bruno...!
Demorou tanto tempo para eu te encontrar, que eu não sou capaz de trocar isso por dinheiro algum.
É muito importante ouvir isso de você.
Eu te amo, e quero te fazer feliz.
Eu também amo você Bruno.
E assim selaram aquela noite com um beijo.


Ps: Feliz dia dos namorados!!!
Beijos para todos!